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Questão de Fraturas do tornozelo na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do tornozelo na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 9 anos torceu o tornozelo e tem dor e edema apenas na fíbula distal, abaixo da linha articular, e sobre os ligamentos laterais. Pelo exame de baixo risco de BOUTIS, a conduta é

  1. dispensar a radiografia, pois nenhuma criança com esse exame teve fratura de alto risco
  2. radiografar sempre, porque a fise é mais fraca que o ligamento
  3. pedir ressonância para afastar SALTER-HARRIS I
  4. fazer radiografias em estresse para avaliar instabilidade
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Gabarito: A · dispensar a radiografia, pois nenhuma criança com esse exame teve fratura de alto risco

Conceito-chave

Uma menina de 9 anos pisa em falso na aula de educação física. O tornozelo incha um pouco na face lateral, a dor está na ponta da fíbula e nos ligamentos laterais, e ela consegue dar alguns passos. É preciso radiografar?

As regras de Ottawa na criança. Criadas para adultos, as regras de Ottawa também se mostraram confiáveis acima de 5 anos para excluir fraturas e reduzir radiografias. A indicação é dor perto de um maléolo com incapacidade de apoiar ou dor à palpação do maléolo. CHANDE mostrou redução de 25% nas radiografias sem perder fraturas (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30).

O exame de baixo risco. BOUTIS estudou 607 crianças de 3 a 16 anos. O exame de baixo risco é a dor ou a sensibilidade isolada, com ou sem edema ou equimose, na fíbula distal abaixo da linha articular ou sobre os ligamentos laterais vizinhos. Nenhuma das 381 crianças com exame de baixo risco teve fratura de alto risco (qualquer fratura exceto avulsão, toro ou SH I e II sem desvio), o que permitiria reduzir as radiografias em 62,8%, mais do que as regras de Ottawa.

A fise nem sempre é o elo fraco. Estudos de imagem mudaram a ideia antiga de que, na criança, o tornozelo sempre quebra a fise antes de romper o ligamento. Num estudo com ressonância de crianças com diagnóstico clínico de SALTER-HARRIS I da fíbula, nenhuma das 18 tinha lesão fisária, e mais de 70% tinham entorse ligamentar. As entorses laterais superam os SH I da fíbula distal. E as lesões de baixo risco, fratura sem desvio ou entorse, são tratadas da mesma forma: bota ou órtese removível por 3 a 4 semanas.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O capítulo da 10ª edição dá peso a esse exame clínico, com números claros que têm cara de prova.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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