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Questão de Fraturas do tornozelo na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do tornozelo na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Segundo os autores do capítulo, em criança com pelo menos 3 anos de crescimento restante e SALTER-HARRIS II desviado da tíbia distal, a angulação residual aceitável após a redução é

  1. até 10 graus de varo e até 20 graus de inclinação plantar
  2. até 15 graus em qualquer plano
  3. até 10 a 15 graus de inclinação plantar, 5 a 10 graus de valgo e nenhum varo
  4. até 5 graus em qualquer plano, independentemente do crescimento restante
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Gabarito: C · até 10 a 15 graus de inclinação plantar, 5 a 10 graus de valgo e nenhum varo

Conceito-chave

Uma menina de 10 anos com SALTER-HARRIS II da tíbia distal foi reduzida na sala de emergência. No controle, restam 8 graus de valgo. Dá para aceitar, ou é preciso tentar de novo e arriscar a fise com mais manipulações?

Os limites dos autores. Para fraturas desviadas em crianças com pelo menos 3 anos de crescimento, o objetivo é ficar com no máximo 10 a 15 graus de inclinação plantar nas fraturas com desvio posterior, 5 a 10 graus de valgo nas com desvio lateral e 0 grau de varo nas com desvio medial (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30, Fig. 30-60). Com 2 anos ou menos de crescimento, o limite cai para 5 graus ou menos. Os autores reconhecem que essas recomendações vêm da experiência e não foram estudadas com rigor.

Por que o varo não é aceito. Estudos em adultos mostram que pequenas alterações do alinhamento do tornozelo mudam muito a pressão de contato tibiotalar. Na dúvida sobre a remodelação, é melhor reduzir. A Fig. 30-60 mostra um valgo de 10 graus após a retirada do gesso que se resolveu por completo até a maturidade.

A redução. Fratura muito desviada: anestesia geral com bom relaxamento e intensificador, com o distrator de tornozelo ajudando. Desvio leve, sobretudo se a anestesia vai demorar: redução suave com bloqueio do hematoma e sedação monitorada. Uma vez reduzidas, costumam ser estáveis. Na fratura vista só 7 a 10 dias depois, aceita-se o desvio residual, salvo deformidade importante, e a osteotomia corrige depois se o crescimento não resolver.

O seguimento. Radiografias a cada 6 meses por 1 a 2 anos, ou até aparecer uma linha de PARK-HARRIS paralela à fise sem deformidade.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A banca cobra muito os limites de angulação nas diáfises (ENARE 2025 `pediatria-0863`, fêmur), e o capítulo do tornozelo traz números próprios, com o varo como a deformidade menos tolerada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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