Em fraturas SALTER-HARRIS I e II da tíbia distal, BARMADA e colaboradores associaram um alargamento fisário residual de mais de 3 mm após a redução a um risco de fechamento fisário precoce de cerca de
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Conceito-chave
Um menino de 11 anos tem um SALTER-HARRIS II da tíbia distal por pronação-eversão-rotação externa. Depois da redução fechada, o alinhamento é bom, mas a fise medial continua aberta, uns 4 mm a mais que do outro lado. Isso importa?
O número. BARMADA e colaboradores estudaram fraturas SALTER-HARRIS I e II da tíbia distal: com mais de 3 mm de alargamento fisário, o risco de fechamento fisário precoce foi de 60%, contra 17% com menos de 3 mm (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30). Eles recomendaram redução aberta e retirada do retalho de periósteo preso, embora não tenham demonstrado redução significativa da parada com a cirurgia.
O debate. Um estudo posterior da mesma instituição recomendou evitar a redução aberta se não houver deformidade grosseira, porque os operados por periósteo interposto não tiveram menos fechamento precoce. LEARY achou que o desvio inicial, e não o espaço residual nem o número de tentativas, previu o fechamento. ROHMILLER identificou fechamento precoce em 40% de 91 fraturas SH I e II, com tendência a mais fechamento nas pior reduzidas. Em modelo animal, o periósteo interposto gerou uma pequena ponte histológica. A conclusão do capítulo: a literatura é conflitante, e várias variáveis pesam (energia, desvio, tentativas de redução, idade).
O que é consenso. Interposição de partes moles é causa frequente de redução incompleta; quando inclui o feixe neurovascular, a redução aberta é obrigatória. Tentativas repetidas de manipulação podem aumentar o risco de lesão fisária e devem ser evitadas. Fratura vista só 7 a 10 dias depois: aceitar o desvio residual, salvo deformidade importante. Os autores aceitam, com pelo menos 3 anos de crescimento, até 10 a 15 graus de inclinação plantar, 5 a 10 graus de valgo e nenhum varo; com 2 anos ou menos, 5 graus ou menos.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, ao lado do TARO 2025 (`pediatria-0531`), que cobra a complicação mais comum das fraturas fisárias do tornozelo. Os números de BARMADA são clássicos e o capítulo os mantém.
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