Menino de 9 anos teve SALTER-HARRIS III do maléolo medial por supinação-inversão, tratado com gesso. Um ano depois, a radiografia mostra uma ponte óssea medial. A deformidade esperada com o crescimento é
- o varo progressivo do tornozelo
- o valgo progressivo do tornozelo
- o recurvato da tíbia distal
- o alongamento do membro
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Conceito-chave
Um menino de 9 anos pula de um muro e cai com o pé virado para dentro. O tálus bate no canto medial e arranca o maléolo medial: um SALTER-HARRIS III. Tratado com gesso, consolida. Um ano depois, a linha de PARK-HARRIS aparece torta e há uma ponte óssea no lado medial da fise. O que vai acontecer?
O mecanismo. SALTER-HARRIS III e IV da tíbia distal têm o mesmo mecanismo, a supinação-inversão: o canto medial do tálus é empurrado contra a junção da superfície articular com o maléolo medial e, ao cisalhá-lo, pode lesar a fise (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30, Fig. 30-37). Na série de SPIEGEL, 24,1% foram tipo III e 1,4% tipo IV.
A ponte e o varo. A deformidade por parada de crescimento ocorre em geral depois dos tipos III e IV, quando uma ponte se forma no local da fratura, levando ao varo, que progride com o crescimento. O lado medial para; o lateral, e a fíbula, continuam crescendo (Figs. 30-68 e 30-69). O SALTER-HARRIS III do maléolo medial tem alto risco de parada fisária; LUHMANN viu fechamento precoce com apenas 2 mm de degrau, e por isso recomenda redução anatômica. Ainda não está provado que a redução aberta previna a ponte, mas ela se justifica para restaurar a congruência articular.
O seguimento. Linhas de PARK-HARRIS interrompidas ou não paralelas sugerem a ponte; ressonância e tomografia quantificam. Pontes acima de 7% da área tendem a causar deformidade; ressecção quando ocupam 25% a 40% (às vezes até 50%) e restam mais de 2 anos de crescimento; acima de 50% com menos de 2 anos restantes, epifisiodese completa. Deformidade estabelecida pede osteotomia, como a de abertura medial da Fig. 30-68.
E o valgo? O valgo do tornozelo aparece quando é a fise da fíbula que para e a tíbia continua crescendo (Figs. 30-44 e 30-70). Quando a tíbia para por completo e a fíbula cresce, a fíbula costuma migrar para cima e o varo não aparece.
Por que esta questão foi criada. Conversa com o TARO 2025 (`pediatria-0531`), que dá como complicação mais comum das fraturas fisárias do tornozelo a deformidade em valgo, e com o TARO 2022 (`pediatria-0570`), sobre a parada fisária nos tipos III e IV. O capítulo descreve o varo como a deformidade típica da ponte medial. Depois, faça as oficiais.
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