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Questão de Fraturas do fêmur e da perna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do fêmur e da perna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 18 meses começa a mancar e recusa apoiar a perna, sem trauma testemunhado; as radiografias de frente e perfil da perna são normais. Na suspeita de fratura do lactente (toddler's fracture), a conduta adequada é

  1. fazer incidência oblíqua em rotação interna e, se normal com quadro compatível, imobilizar e repetir a radiografia em 10 a 14 dias
  2. solicitar ressonância magnética sob anestesia de imediato
  3. descartar fratura e liberar sem acompanhamento, pois as radiografias são normais
  4. indicar redução e gesso inguinopodálico por 8 semanas
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Gabarito: A · fazer incidência oblíqua em rotação interna e, se normal com quadro compatível, imobilizar e repetir a radiografia em 10 a 14 dias

Conceito-chave

Uma radiografia inicial normal não exclui a fratura do lactente. Esse padrão costuma ser uma fratura espiral da tíbia com a fíbula íntegra, por um trauma que muitas vezes não foi visto. Aos 18 meses, claudicação e recusa de apoio são compatíveis com essa possibilidade (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 29, Fraturas especiais).

A incidência oblíqua em rotação interna pode ser a única a mostrar o traço. Se ela também for normal, mas o quadro continuar compatível, o resumo orienta imobilizar e repetir a radiografia: a reação periosteal pode se tornar visível em 10 a 14 dias. O tempo muda a sensibilidade do exame, porque os sinais da reparação aparecem depois.

Esse roteiro evita dois erros: excluir a fratura por duas incidências normais ou transformar toda suspeita estável em indicação imediata de um exame sob anestesia. A avaliação clínica e os diagnósticos diferenciais continuam importantes; o capítulo lembra osteomielite.

O tratamento habitual descrito dura três a quatro semanas, com opções de gesso, bota e, em situações selecionadas, até sem imobilização. O caso não traz uma fratura desviada que justifique redução e oito semanas de gesso.

Por que esta questão foi criada. Usa o exame inicial normal para testar uma sequência de diagnóstico e seguimento, em vez de encerrar a investigação pela ausência do traço em frente e perfil.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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