Na fratura diafisária isolada da tíbia na criança, com a fíbula íntegra, o desvio que se desenvolve com frequência nas primeiras duas semanas é
- o valgo, pela ação da musculatura anterolateral
- o varo, pela tração dos flexores convertida em momento angular pela fíbula
- o recurvato, pelo tríceps sural
- o encurtamento, pela ausência de contraforte lateral
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Conceito-chave
A fíbula íntegra muda o resultado das forças numa fratura isolada da diáfise da tíbia. O resumo descreve varo nas primeiras duas semanas em cerca de 60% dessas fraturas: a fíbula converte a tração dos flexores longos em um momento angular (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 29, Diáfise: o desvio depende da fíbula).
Essa é uma previsão de evolução precoce, não uma medida de deformidade tardia obrigatória. Uma fratura pode parecer alinhada logo após a redução e começar a angular depois, razão para acompanhar o alinhamento nas primeiras semanas.
Se a fíbula também fratura e desvia, a mecânica muda. A perda do contraforte lateral e a musculatura anterolateral favorecem valgo. Não é correto decorar apenas que tíbia da criança vai para varo sem verificar a fíbula.
No tratamento conservador, o molde e os controles radiográficos acompanham essa tendência. O capítulo recomenda controles semanais nas primeiras duas ou três semanas. A estabilidade de uma transversa com fíbula íntegra não elimina a necessidade de vigilância angular.
Por que esta questão foi criada. Delimita o período precoce e a função mecânica da fíbula, evitando transformar uma tendência em uma regra universal para qualquer fratura tibial.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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