Na fratura metafisária proximal da tíbia da criança em que a redução fechada não é obtida por interposição de partes moles, a via de acesso preferida é a
- anteromedial, que evita as estruturas neurovasculares e permite reparar a pata de ganso
- posterolateral, para retirar o periósteo interposto junto da poplítea
- lateral, sobre o colo da fíbula
- transpatelar, para visualizar a fise
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Conceito-chave
Quando a fratura metafisária proximal da tíbia não reduz por interposição, o obstáculo habitual está do lado medial: periósteo, colateral medial ou pata de ganso podem permanecer presos no foco. O resumo recomenda via anteromedial, que permite resolver o bloqueio e reparar a pata de ganso, mantendo distância das estruturas neurovasculares destacadas (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 29, O tratamento).
A cirurgia é rara porque a maioria das fraturas pode ser tratada com redução e gesso. O problema aqui não é escolher uma operação para toda fratura proximal, mas reconhecer uma indicação específica: não obter ou não manter a redução pela presença de tecido interposto.
A anatomia orienta o acesso. A poplítea está na região posterior; o fibular comum contorna o colo da fíbula; a tibial anterior atravessa para o compartimento anterior. A via indicada procura o bloqueio medial sem transformar essas estruturas em caminho desnecessário de exposição.
A fratura é metafisária. Abordar o tendão patelar para visualizar a fise não resolve, por si só, uma interposição medial no foco. Identificar a estrutura e o local do obstáculo é mais útil que escolher uma via apenas porque ela fica perto do joelho.
Por que esta questão foi criada. Transforma a interposição medial já cobrada nas provas numa decisão anatômica de acesso, com a justificativa da via anteromedial.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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