Na fratura da diáfise do fêmur tratada com fixador externo na criança, o risco de refratura após a retirada do fixador cai de cerca de 33% para 4% quando, na radiografia, há calo em ponte em
- uma cortical
- duas corticais
- três ou quatro corticais
- nenhuma cortical, desde que tenham passado 6 semanas
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Conceito-chave
O fixador pode manter uma fratura femoral alinhada antes de o osso conseguir suportar a carga sozinho. Na retirada, o critério citado no capítulo é calo em ponte em três ou quatro corticais. Na série apresentada, a refratura foi de cerca de 4% com esse achado, contra 33% quando havia menos de três corticais em ponte (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, fixador externo).
O que importa é a continuidade do calo, e não apenas a sua presença em um ponto. Depois da retirada, o suporte do dispositivo deixa de existir. Uma ponte mais abrangente é o sinal radiográfico usado na recomendação para reduzir o risco de que o foco volte a falhar.
O capítulo descreve estratégias diferentes: retirada precoce na modalidade de “tração portátil”, seguida de gesso de marcha, ou manutenção do fixador até a consolidação na estratégia clássica. Por isso, não se deve retirar apenas porque transcorreu determinado número de semanas e presumir que todos os pacientes chegaram ao mesmo estágio.
As porcentagens são resultados da série citada. Elas sustentam o critério de segurança, mas não tornam o risco zero quando três corticais aparecem nem permitem calcular o risco individual apenas pela radiografia.
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