Sobre a discrepância de comprimento após fratura da diáfise do fêmur na criança, é correto afirmar que
- é uma complicação rara, menos frequente que a deformidade angular
- o hipercrescimento é maior acima dos 12 anos e chega em média a 3 cm
- o hipercrescimento é mais comum entre 2 e 10 anos, com média de 0,9 cm, o que permite aceitar até 2 a 3 cm de encurtamento no gesso
- o hipercrescimento ocorre de modo uniforme ao longo de 5 anos após a fratura
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Conceito-chave
Depois de uma fratura femoral infantil, o resultado em comprimento depende de dois componentes: o encurtamento deixado na redução e o hipercrescimento que pode ocorrer depois. O capítulo o descreve como mais comum entre 2 e 10 anos, com média de 0,9 cm, e mais rápido nos primeiros dois anos. A discrepância de comprimento é a sequela mais comum (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, sequelas).
A média não é uma promessa individual. O resumo cita variação de 0,4 a 2,5 cm, e o nível e o padrão da fratura têm relação controversa com esse fenômeno. Portanto, não se pode deixar qualquer encurtamento e presumir que o crescimento compensará exatamente a diferença.
A alternativa C reúne os dados da seção de sequelas, que menciona 2 a 3 cm como máximo aceitável no gesso. É preciso situar esse teto: a seção de seleção para gesso imediato usa menos de 2 cm de encurtamento inicial, e a descrição do controle no gesso também busca não ultrapassar 2 cm finais. Um limite de aceitação discutido em sequelas não substitui os critérios iniciais de tratamento.
Acompanhar o comprimento é parte do cuidado, inclusive quando a consolidação angular é boa. Uma radiografia com calo não informa sozinha qual será a discrepância ao final do crescimento.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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