Sobre a placa submuscular em ponte na fratura da diáfise do fêmur da criança, é correto afirmar que
- a placa deve ser curta, com no máximo seis furos, para reduzir a incisão
- após placas distais, sobretudo a 20 mm ou menos da fise, pode surgir valgo distal do fêmur, e a retirada é sugerida
- o comprimento é obtido depois da fixação, usando os parafusos para puxar o osso
- a carga total imediata é a regra, porque a fixação é rígida
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Conceito-chave
A placa submuscular em ponte é útil quando a fratura femoral da criança é instável no comprimento, como nas oblíquas longas e cominutas. Ela atravessa a zona fraturada preservando a irrigação dos fragmentos e mantém comprimento e alinhamento. “Submuscular” descreve a passagem do implante; não significa que a placa deva ser curta (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, placa submuscular).
No fêmur distal em crescimento, o capítulo chama atenção para valgo distal após placas próximas da fise, especialmente a 20 mm ou menos. Nesse contexto, a retirada é sugerida. O sentido da deformidade importa: a advertência é de valgo, não de varo, e não se deve ignorá-la apenas porque a fratura consolidou.
A montagem descrita usa uma placa longa, com 10 a 16 furos, e o comprimento do fêmur deve ser obtido antes de apertar os parafusos. Fixar os fragmentos na posição errada e depois tentar recuperar comprimento pelos parafusos inverte a sequência de redução.
A estabilidade da montagem também não equivale a liberação universal de carga total imediata. O capítulo orienta carga protegida até haver calo e reconhece quebra de placa com carga precoce. Indicação, redução e proteção pós-operatória fazem parte do mesmo tratamento.
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