Na haste intramedular bloqueada de entrada trocantérica lateral para fratura da diáfise do fêmur no adolescente, a recomendação do capítulo é
- limitar a dissecção à face lateral do trocânter maior e usar a haste de menor diâmetro que mantenha contato com as corticais
- preferir hastes com secção proximal alargada, para melhor apoio no trocânter
- dinamizar rotineiramente, retirando o parafuso proximal ou o distal
- usar sempre dois parafusos distais e retirar a haste de todos os adolescentes
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Conceito-chave
A entrada trocantérica lateral procura permitir a haste bloqueada no adolescente preservando a região capsular e a irrigação proximal. O capítulo orienta limitar a dissecção à face lateral do trocânter maior, sem chegar à cápsula, e escolher a menor haste que mantenha contato com as corticais. Não é uma disputa para introduzir o implante mais grosso possível (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, técnica da haste rígida).
A localização da entrada é tão importante quanto o tipo de implante. A entrada piriforme com fise aberta ameaça a artéria cervical ascendente lateral; a técnica lateral reduz esse risco ao manter a abordagem afastada da região capsular vulnerável. Isso exige respeitar a dissecção e o fresado, não apenas chamar a haste de “trocantérica”.
O resumo também especifica evitar hastes com secção proximal alargada, informa que um parafuso distal basta e não recomenda dinamização rotineira. A retirada é reservada a sintomas. São decisões próprias desse método, que não devem ser copiadas de outro implante ou transformadas em rotina só porque o paciente é adolescente.
O princípio é obter estabilidade suficiente com o menor sacrifício local necessário. Contato cortical e bloqueio importam, mas não autorizam ampliar indiscriminadamente a entrada proximal.
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