Na haste intramedular anterógrada do fêmur em criança com fise proximal aberta, o vaso cuja lesão explica a necrose da cabeça femoral é
- a artéria circunflexa femoral lateral, por sua posição anterior ao colo
- a artéria do ligamento redondo, principal fonte da epífise na criança
- os vasos transfisários da metáfise, rompidos pelo fresado
- a artéria cervical ascendente lateral, que cruza a cápsula na incisura trocantérica
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Conceito-chave
A entrada anterógrada no fêmur pode ameaçar a irrigação da cabeça mesmo quando a fratura está na diáfise. No esqueleto com fise proximal aberta, o capítulo destaca a artéria cervical ascendente lateral, um tronco que cruza a cápsula na incisura trocantérica e é a principal fonte da epífise. Lesá-la durante a entrada do implante pode provocar necrose da cabeça femoral (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, haste rígida e cabeça femoral).
A fise aberta importa porque o resumo, ao citar Chung, informa que não há vasos transfisários que ofereçam a comunicação metafisária presumida por um dos distratores. Não se pode contar com essa passagem como compensação para a lesão do suprimento epifisário.
A prevenção é escolher uma entrada e uma dissecção que protejam essa região. O capítulo contraindica a entrada pela fossa piriforme com fise aberta e descreve a entrada trocantérica lateral, com dissecção limitada à face lateral do trocânter, sem alcançar a cápsula. Não significa que toda haste rígida seja proibida no adolescente.
O termo lateral no nome da artéria cervical não deve ser trocado automaticamente por “circunflexa femoral lateral”. A resposta exige identificar o vaso e sua relação local com a cápsula; decorar apenas um adjetivo conduz ao distrator.
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