Segundo BALDWIN e colaboradores, NÃO é um dos três fatores de risco de maus-tratos na criança pequena com fratura do fêmur
- o traço em espiral da fratura
- a história suspeita de maus-tratos
- a evidência física ou radiográfica de lesão anterior
- a idade abaixo de 18 meses
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Conceito-chave
O enunciado pede o que não faz parte dos três fatores de Baldwin. A lista é clínica e contextual: história suspeita, evidência física ou radiográfica de lesão anterior e idade abaixo de 18 meses. O traço em espiral não integra esse trio (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, Mechanisms of Injury).
A avaliação de trauma não acidental não pode ser reduzida à forma de uma linha de fratura. A idade ajuda a julgar a compatibilidade do mecanismo; a história precisa ser coerente com o desenvolvimento e as circunstâncias; lesões anteriores podem indicar episódios prévios. São elementos que se combinam, e não três diagnósticos independentes de abuso.
Na série citada no resumo, nenhum dos fatores correspondeu a 4% e a presença dos três a 92%. Esses números descrevem a população estudada e não são uma probabilidade individual automática. O próprio capítulo menciona um estudo de Murphy em que o traço transverso foi mais preditivo que o espiral, contrariando a ideia de que espiral seria uma assinatura diagnóstica.
Para resolver a questão, basta distinguir um padrão radiográfico de um fator que pertence à lista especificada. Na prática, a preocupação clínica exige avaliação completa; nem um traço isolado confirma maus-tratos, nem sua ausência os exclui.
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