Na fratura supracondiliana do fêmur na criança, o fragmento distal tende a se desviar em
- flexão, pela ação do quadríceps
- abdução e rotação lateral, pela ação dos glúteos e dos rotadores externos
- adução, pela ação dos adutores
- extensão, com angulação posterior, pela ação do gastrocnêmio
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Conceito-chave
Na fratura supracondiliana, o fragmento que importa é o distal, próximo ao joelho. O gastrocnêmio atua sobre essa região e o puxa em extensão, produzindo a angulação posterior descrita na questão. A direção é diferente do padrão das fraturas proximais do fêmur, cujo fragmento proximal sofre a ação do iliopsoas, dos abdutores e dos rotadores externos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, músculos e desvio).
O nome do músculo precisa ser ligado ao nível da fratura. Não existe uma única posição do fragmento para toda fratura femoral: quando o traço muda de altura, mudam as inserções que ficam em cada lado. Na diáfise média, parte das forças se compensa; na supracondiliana, a extensão do fragmento distal é uma deformidade característica.
Esse mecanismo explica uma medida de tratamento mencionada no resumo: na criança pequena, o gesso pode manter o joelho fletido para combater a angulação posterior. A posição é uma forma de lidar com a força deformante; não deve ser decorada sem saber qual fragmento se está tentando controlar.
Além disso, a deformidade residual perto do joelho é menos tolerada que a proximal. A redução e seu seguimento precisam considerar essa diferença, sem presumir que todo desvio se corrigirá igualmente com o crescimento.
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