Para reduzir o risco de síndrome compartimental da perna no gesso pelvipodálico de criança com fratura da diáfise do fêmur, MUBARAK e colaboradores recomendam
- fazer primeiro uma bota gessada e usá-la para tracionar o membro enquanto se completa o gesso em 90 e 90 graus
- aumentar a flexão do joelho para mais de 90 graus e incluir o pé no gesso
- evitar a tração sobre uma bota gessada, deixar o pé fora do gesso e usar menos flexão do quadril e do joelho
- colocar um coxim volumoso na fossa poplítea e depois fletir o joelho a 90 graus
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Conceito-chave
A fratura está na coxa, mas a complicação descrita aparece na perna. Na técnica problemática, faz-se primeiro uma bota gessada e usa-se essa bota para tracionar o membro enquanto se completa o gesso com quadril e joelho a 90 graus. A pressão pode se concentrar na fossa poplítea e nos limites do gesso; ao acordar, o encurtamento muscular empurra a perna contra essas bordas (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, síndrome compartimental no gesso).
A lesão não se resume a uma marca de pele. A pressão compromete tecidos dentro de compartimentos pouco expansíveis, e a série de Mubarak incluiu lesão muscular extensa e perda de pele no tornozelo. Por isso, uma montagem aparentemente cômoda para obter tração não pode ser julgada apenas pela qualidade da redução radiográfica.
A prevenção ataca o mecanismo: não tracionar pela bota gessada, deixar o pé fora e usar menos flexão do quadril e do joelho. O capítulo também orienta não fletir o joelho depois de colocar um coxim na fossa poplítea e observar a criança por 24 horas.
Menos flexão e ausência de tração pela bota não significam abandonar a redução. Significam obtê-la e mantê-la sem transformar o segmento distal em um ponto de pressão perigoso.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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