Na fratura da tuberosidade da tíbia, por que o capítulo indica cirurgia quando sobra desvio residual maior que 2 a 3 mm?
- Porque o desvio impede a consolidação da apófise
- Porque leva à artrose patelofemoral precoce
- Porque pode deixar déficit de extensão ativa e fraqueza do quadríceps
- Porque aumenta o risco de síndrome compartimental tardia
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Conceito-chave
A tuberosidade recebe a força final do quadríceps por meio do tendão patelar. Quando sua avulsão consolida com desvio, não se trata apenas de uma imperfeição radiográfica: pode restar déficit de extensão ativa e fraqueza do quadríceps. Essa é a razão que o capítulo oferece para indicar cirurgia se sobra mais de 2 a 3 mm de desvio residual (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 27, tratamento).
Extensão ativa é a capacidade de o aparelho extensor mover o joelho, diferente da amplitude que outra pessoa consegue obter passivamente. Por isso, uma articulação que pode ser estendida pelo examinador não garante função normal do quadríceps quando a inserção final foi alterada.
O limite em milímetros refere-se ao desvio da lesão, e não a um limite em graus de déficit de extensão. Trocar essas unidades produz um critério diferente, que o resumo não oferece. Também se avaliam articulação, estabilidade e condições das partes moles.
O capítulo registra consolidação em 99% na revisão citada. Assim, o principal argumento dessa indicação não é afirmar que todo fragmento desviado deixará de unir, mas procurar recuperar a função do aparelho extensor.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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