A fratura por avulsão da tuberosidade da tíbia ocorre tipicamente em
- meninos adolescentes, em salto, por contração forte do quadríceps ou flexão passiva rápida do joelho contra o quadríceps contraído
- meninas de 5 a 8 anos, por queda sobre o joelho fletido
- crianças de 3 a 6 anos, em trampolim, por força em valgo
- adolescentes de ambos os sexos, por trauma direto na face anterior do joelho
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Conceito-chave
A avulsão da tuberosidade tibial é uma falha na inserção final do aparelho extensor. O quadríceps transmite força pelo tendão patelar à tuberosidade; no adolescente, essa força pode superar a resistência da região ainda em maturação. O capítulo descreve a lesão como quase exclusiva de meninos adolescentes, tipicamente no salto (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 27, mecanismos).
Há duas situações mecânicas importantes: contração forte do quadríceps durante a extensão e flexão passiva rápida contra o quadríceps já contraído, como na aterrissagem. Ambas tensionam a inserção. A segunda não é uma flexão ativa tranquila: o joelho é levado à flexão enquanto o aparelho extensor resiste.
A região anterior é vulnerável nesse período porque o fechamento fisário progride antes na parte posterior e a tuberosidade termina de fechar depois. O centro da tuberosidade e a epífise formam a região em que a tração encontra um ponto relativamente fraco.
Esse contexto deve ser separado do trauma em valgo da criança pequena, que pode envolver a metáfise proximal e evoluir com Cozen. A proximidade anatômica não torna essas fraturas iguais: idade, estrutura que falha e direção da força mudam o raciocínio.
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