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Questão de Lesões fisárias (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaLesões fisáriasOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente com fratura da fise distal do fêmur com desvio anterior chega com o pé frio e sem pulsos. Qual é a sequência recomendada?

  1. Arteriografia antes de qualquer manipulação, para localizar a lesão
  2. Redução e fixação de urgência; se a perfusão não voltar em 15 a 20 minutos, exploração vascular imediata
  3. Exploração e reparo vascular primeiro, deixando a fixação da fratura para depois
  4. Tala, elevação e observação por 6 horas, aguardando a resolução do espasmo
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Gabarito: B · Redução e fixação de urgência; se a perfusão não voltar em 15 a 20 minutos, exploração vascular imediata

Conceito-chave

Pé frio e sem pulsos após fratura desviada da fise distal do fêmur indica uma ameaça à perfusão. Na hiperextensão com desvio anterior da epífise, a metáfise pode estirar ou comprimir a poplítea. A primeira medida é redução de emergência, seguida de estabilização e reavaliação da perfusão, sem atrasá-la para arteriografia (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, A artéria poplítea e o desvio anterior).

A sequência protege tanto o membro quanto um eventual reparo. Corrigir a deformidade remove o componente mecânico da agressão vascular. Fixar a fratura antes da sutura evita que a manipulação óssea posterior desfaça um reparo arterial recém-realizado.

Se a perfusão não retorna em 15 a 20 minutos após redução e fixação, o capítulo orienta exploração vascular imediata. Esse é o marco descrito para a persistência da falta de perfusão após a correção, não um período para deixar o membro isquêmico sem reduzir. Se a perfusão retorna, a criança permanece observada por 24 horas, porque trombose tardia e síndrome compartimental continuam possíveis.

O resumo menciona fasciotomia dos quatro compartimentos junto ao reparo quando a isquemia ultrapassa seis a oito horas. Esse tempo não é uma autorização para observar um pé frio à espera de melhora espontânea. A conduta se refere a esta fratura e não deve ser convertida em um relógio universal para toda lesão vascular pediátrica.

Por que esta questão foi criada. Cobra a ordem reduzir, fixar, reavaliar e explorar quando necessário, com a razão anatômica para estabilizar antes do reparo e sem confundir isquemia prolongada com prazo de espera.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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