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Questão de Lesões fisárias (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaLesões fisáriasOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente operado de fratura desviada da fise distal do fêmur apresenta pé caído desde o trauma, sem ferida aberta. Qual é a conduta inicial adequada para o nervo?

  1. Exploração cirúrgica imediata do nervo fibular comum
  2. Órtese tornozelo-pé e observação, com eletroneuromiografia se o déficit persistir por 3 meses
  3. Exploração do nervo tibial na fossa poplítea, que é o mais lesado
  4. Transferência tendínea do tibial posterior na mesma internação
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Gabarito: B · Órtese tornozelo-pé e observação, com eletroneuromiografia se o déficit persistir por 3 meses

Conceito-chave

O déficit já estava presente desde o trauma, a fratura é fechada e o paciente apresenta pé caído. Nesse contexto, o resumo orienta considerar lesão do fibular comum por tração, em geral uma neuropraxia com recuperação em 6 a 12 semanas. A conduta inicial é órtese tornozelo-pé e observação, com eletroneuromiografia se o déficit persistir aos três meses (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, O nervo fibular, por tração).

A anatomia explica a vulnerabilidade: o fibular contorna a cabeça da fíbula e tem pouca folga para acompanhar um grande desvio. O padrão anteromedial é especialmente associado à tração. Essa relação não significa que toda lesão seja igual ou vá obrigatoriamente recuperar; sustenta a estratégia inicial descrita para a maioria das lesões fechadas.

Acompanhamento não é abandono do déficit. A órtese auxilia enquanto se observa a recuperação, e a persistência aos três meses muda a investigação. É importante manter separados o déficit original do trauma e alterações posteriores da função durante o tratamento.

Outra situação é a fratura exposta com secção do nervo, na qual o capítulo descreve reparo ou enxerto precoce. Não há essa informação no enunciado; indicar exploração imediata ou uma reconstrução tendínea definitiva ignoraria a possibilidade de recuperação da neuropraxia.

Por que esta questão foi criada. Reúne o nervo mais vulnerável, o mecanismo por tração, a órtese e o marco de três meses para investigação, todos descritos no resumo do fêmur distal.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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