Na fratura da fise distal do fêmur, a direção de desvio da epífise que mais ameaça a artéria poplítea é a
- anterior, por hiperextensão do joelho
- posterior, por hiperflexão do joelho
- medial, por varo
- lateral, por valgo
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Conceito-chave
A epífise distal do fêmur desviada para anterior pode parecer afastar a articulação das estruturas posteriores, mas o perigo está no outro fragmento: a ponta distal da metáfise é empurrada contra a artéria poplítea. Na hiperextensão, a epífise vai para a frente e a metáfise ameaça o vaso que corre junto à face posterior do fêmur distal (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, A artéria poplítea e o desvio anterior).
Estiramento com oclusão e espasmo é o mecanismo vascular mais comum descrito; também podem ocorrer lesão da íntima e laceração. Assim, reduzir a deformidade pode restaurar o fluxo, mas o retorno da perfusão não dispensa observação: há risco de trombose tardia e síndrome compartimental.
O capítulo destaca risco vascular no desvio anterior, nervoso no posterior e neurovascular nos desvios medial ou lateral. Isso não significa que as outras direções sejam inofensivas. A pergunta pede a direção que mais ameaça a poplítea, e a relação entre metáfise e artéria na hiperextensão é o dado decisivo.
Não confundir frequência do mecanismo com risco vascular. Varo e valgo são mecanismos comuns de fratura fisária no adolescente, mas a hiperextensão com desvio anterior é a situação destacada para a artéria. Diante de pé sem perfusão, a redução é uma emergência e não deve ser atrasada por arteriografia.
Por que esta questão foi criada. Projeta para o fêmur distal a relação entre direção do desvio, anatomia vascular e conduta de urgência, distinguindo o mecanismo frequente do mecanismo de maior risco arterial.
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