No adolescente com as fises do joelho abertas, uma força em valgo que no adulto romperia o ligamento colateral medial tende a produzir
- fratura da fise distal do fêmur, porque o ligamento resiste mais à tração que a fise
- ruptura isolada do ligamento colateral medial, porque a fise do adolescente já está fechada
- fratura por avulsão da espinha tibial, porque o cruzado anterior se insere na epífise
- luxação lateral da patela, porque o valgo aumenta o ângulo Q
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Conceito-chave
O joelho abre em valgo: o lado medial sofre tração e o lateral é comprimido. No adolescente com fise aberta, o colateral medial pode suportar essa tração melhor que a cartilagem fisária. Como os ligamentos se prendem na epífise femoral, abaixo da fise, eles transmitem a força à região que pode ceder primeiro: a fise distal do fêmur (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, Biomechanics of Injury).
A ideia central é uma competição entre resistências. Um ligamento íntegro pode transmitir a carga que fratura o osso em crescimento; não é preciso romper o ligamento para produzir uma lesão importante. No adulto com fise fechada, a mesma direção de força favorece a falha do colateral.
Isso é uma tendência, não uma afirmação de que crianças nunca lesionam ligamentos. O capítulo descreve lesões ligamentares associadas e recomenda avaliá-las quando a fratura estiver estável. A presença da fratura não encerra a investigação de toda a estabilidade do joelho.
Na avaliação inicial, dor localizada sobre a fise após trauma em valgo deve fazer pensar em fratura pouco desviada, evitando testes de estresse forçados ou repetidos. Não se deve chamar automaticamente o quadro de entorse só porque o mecanismo, em um adulto, romperia o colateral.
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