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Questão de Côndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaCôndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na fratura do epicôndilo medial da criança, a única indicação absoluta de tratamento cirúrgico é

  1. o desvio maior que 5 mm.
  2. a disfunção do nervo ulnar.
  3. o fragmento encarcerado na articulação.
  4. a fratura no membro dominante de um arremessador.
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Gabarito: C · o fragmento encarcerado na articulação.

Conceito-chave

Deslocar um fragmento e prendê-lo dentro da articulação são problemas diferentes. O epicôndilo medial é a origem da massa flexora-pronadora e do colateral ulnar. Sua avulsão pode comprometer a estabilidade em valgo, mas a decisão de operar uma fratura apenas desviada depende também da demanda funcional, da estabilidade e do exame nervoso. Um número de milímetros isolado não resume toda a decisão.

No encarceramento, o fragmento entra na articulação e funciona como um obstáculo mecânico. O cotovelo pode parecer reduzido e continuar incongruente, com bloqueio da extensão. O núcleo que deveria estar atrás e medial à metáfise não aparece no local esperado; um fragmento na altura da interlinha deve ser considerado intra-articular até esclarecimento. A tomografia ajuda quando as radiografias não definem sua posição.

O resumo apresenta dois extremos de maior concordância: desvio mínimo, menor que 2 mm, favorece tratamento sem cirurgia; fragmento encarcerado e irredutível exige tratamento cirúrgico. Entre esses extremos há controvérsia. Isso não significa que apenas o encarceramento possa exigir uma operação: déficit nervoso importante, instabilidade e exigência esportiva podem mudar a decisão, mas não são equivalentes a uma indicação absoluta genérica em todos os casos.

A disfunção ulnar ilustra a necessidade de qualificar a informação. Um déficit leve ou moderado costuma regredir; perda completa levanta suspeita de compressão ou aprisionamento e pede exploração. Leia “Quem opera e quem não opera” no resumo da Biblioteca, incluindo a tabela e o parágrafo sobre o ulnar: eles mostram por que as opções B e D não podem ser julgadas apenas por uma palavra-chave.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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