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Questão de Fraturas supracondilianas do úmero (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas supracondilianas do úmeroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na fratura supracondiliana Gartland III sem pulso radial, quando após a redução e a fixação a mão fica rosada e quente mas o pulso não retorna, a conduta preferida pelos autores é

  1. arteriografia imediata.
  2. internação com elevação leve e observação por 48 horas.
  3. exploração imediata da artéria braquial.
  4. alta com reavaliação ambulatorial em uma semana.
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Gabarito: B · internação com elevação leve e observação por 48 horas.

Conceito-chave

Por que pode existir uma mão rosada sem pulso? Na fratura supracondiliana, a lesão ocorre no úmero distal, próximo da artéria braquial e do nervo mediano. No padrão em extensão com desvio posterolateral, a ponta do fragmento proximal se projeta para anterior e medial, podendo estirar, comprimir ou aprisionar o feixe. Reduzir a fratura procura restabelecer essa relação anatômica; fixá-la impede que um novo deslocamento volte a ameaçar as partes moles.

Entretanto, pulso e perfusão respondem a perguntas diferentes. O pulso palpável mostra a pulsação arterial no local examinado. A perfusão diz respeito à chegada de sangue aos tecidos, avaliada em conjunto por cor, temperatura, enchimento capilar e turgor da polpa, comparados com a outra mão. A rede colateral do cotovelo pode manter a mão irrigada mesmo quando o pulso radial não é palpável. Por isso, ausência de pulso não prova, sozinha, isquemia crítica; da mesma forma, uma mão rosada não demonstra que todo o problema arterial esteja resolvido.

O momento do enunciado muda a decisão. A redução e a fixação já foram feitas. Não estamos decidindo se devemos deixar uma Gartland III deformada aguardando investigação. A questão é o que fazer com a mão que, depois de estabilizar o osso, permanece quente e rosada, porém sem pulso. O resumo do capítulo 13 distingue esse cenário da mão que continua pálida e mal perfundida.

Situação após a reduçãoInterpretação e conduta descritas
Mão rosada, quente e bem perfundida, sem pulsoSituação controversa; os autores preferem internação, elevação leve e vigilância por pelo menos 48 horas.
Mão mal perfundida, sem pulsoA perfusão está ameaçada; é necessária exploração urgente quando não melhora com a redução.
Pulso que existia e desaparece após reduzir, com piora da mãoSuspeitar de artéria ou tecido preso no foco; rever a redução e a fixação e explorar se a circulação não melhorar.

Observar não significa apenas esperar o pulso voltar. É necessário acompanhar repetidamente a perfusão, a dor, o comportamento da criança e a função nervosa. O Doppler complementa esse exame, mas não substitui a evolução clínica. O capítulo também orienta reavaliar após a redução porque espasmo, edema e frio da anestesia podem atrasar o retorno do pulso; essa reavaliação inicial não equivale a liberar a criança para casa.

A preocupação é a deterioração durante as horas seguintes. Na série de Garg resumida no capítulo, uma das crianças observadas precisou de reparo por perda da perfusão nove horas depois. Esse dado explica a internação: um exame inicialmente favorável não permite prometer que a circulação continuará adequada até uma consulta na semana seguinte. É um relato de série, não uma regra de que a piora ocorrerá sempre nesse intervalo.

Também se vigia a síndrome compartimental, em que a pressão elevada ameaça a circulação dos tecidos mesmo com pulso presente. Na criança, ansiedade, agitação e necessidade crescente de analgésicos são alertas precoces, além de dor progressiva e à mobilização passiva. Se houver déficit do mediano ou do interósseo anterior junto da ausência de pulso, o cenário é mais preocupante: pode existir aprisionamento da braquial e a lesão nervosa pode mascarar a dor. O capítulo recomenda exploração precoce nessa combinação, que não foi descrita na questão.

Por que esta questão foi criada. O TARO 2007 e o TARO 2009 cobraram a conduta inicial diante de pulso ausente ou fluxo distal diminuído. Este simulado avança uma etapa: a fratura já foi reduzida e fixada, e o aluno precisa diferenciar mão perfundida sem pulso de isquemia persistente, reconhecendo a preferência dos autores e a controvérsia.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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