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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na lesão fisária por estresse do rádio distal da ginasta, a parada do crescimento da fise leva tipicamente a

  1. variância ulnar negativa e doença de KIENBÖCK.
  2. variância ulnar positiva e impacto ulnocarpal.
  3. encurtamento da ulna e arqueamento do rádio.
  4. deformidade de MADELUNG com subluxação volar do carpo.
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Gabarito: B · variância ulnar positiva e impacto ulnocarpal.

Conceito-chave

A fise do punho da ginasta. A carga axial repetitiva no punho estendido, típica da ginástica (e descrita também em luta, break dance e líderes de torcida), produz lesão fisária por estresse, quase sempre no rádio. Fatores predisponentes: treino excessivo, técnica ruim e progressão rápida demais de nível. A criança refere dor difusa, "dolorida", ligada à atividade, na metáfise e na fise distal do rádio, com dor à palpação da fise dorsal e à extensão contra resistência.

A imagem. As radiografias geralmente fazem o diagnóstico: alargamento da fise, alterações císticas e escleróticas na face metafisária, bico da epífise e neoformação reativa (figura 8-4). Na lesão inicial, a radiografia pode ser normal; a cintilografia é sensível e pouco específica, e a RM em geral é diagnóstica. Nos casos avançados aparecem o fechamento precoce e a barra fisária.

A variância ulnar, para entender a sequela. É a relação de comprimento entre rádio e ulna no punho: ulna mais longa, variância positiva; mais curta, negativa. Na criança, mede-se de metáfise a metáfise (técnica de HAFNER, figura 8-21), na radiografia padronizada com ombro abduzido 90 graus, cotovelo fletido 90 graus e antebraço em rotação neutra. Normalmente o radiocarpo recebe cerca de 80% da carga axial e o ulnocarpo 20%; 2,5 mm de variância positiva dobram a carga ulnocárpica. A variância positiva se associa a lesões da fibrocartilagem triangular; a negativa, à doença de KIENBÖCK.

A sequela típica. Com a fise do rádio fechada, a ulna continua crescendo: variância ulnar positiva, com dor por impacto ulnocarpal e lesão da fibrocartilagem triangular. O impacto dói no desvio ulnar, na extensão e na compressão, e é comum em esportes de carga repetitiva no punho (hóquei de campo, lacrosse, ginástica).

O tratamento. Primeiro repouso: gesso curto por algumas semanas, se preciso, ou tala no paciente colaborativo, até a dor passar; retorno ao esporte gradual, em 3 a 6 meses, com ajuste de técnica e treino. Se a parada se instalar, a ressecção da barra raramente é possível, porque a parada por estresse costuma ser difusa. Sem crescimento excessivo da ulna, a epifisiodese distal da ulna previne o impacto; com crescimento excessivo e dor, osteotomia de encurtamento da ulna (oblíqua ou em Z, mais distal na metáfise; a transversa tem mais pseudartrose), avaliando e reparando a fibrocartilagem triangular.

Por que esta questão foi criada. O TARO 2021 cobrou que a lesão fisária por estresse ocorre mais nos ossos do antebraço dos ginastas. Esta gêmea dá o passo seguinte do mesmo fato, a consequência da parada da fise, que o capítulo descreve nas três seções do tema.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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