Na fratura fisária desviada do rádio distal com neuropatia do nervo mediano e grande edema volar, a conduta preferida é
- gesso axilopalmar com o punho em flexão.
- tala e redução após a regressão do edema.
- redução aberta e placa volar bloqueada.
- redução fechada e fixação percutânea com fio liso.
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Conceito-chave
Fratura fisária desviada com neuropatia do mediano e grande edema volar favorece redução fechada e fixação percutânea com fio liso. A estabilização permite manter curativo e imobilização menos constritivos, em vez de depender de flexão extrema ou molde volar apertado para segurar a redução.
O periósteo volar rompido deixa o sangramento dissecar os tecidos volares e o túnel do carpo. Aumentar pressão com gesso ou posicionamento pode manter o sofrimento neural. Por isso o resumo apresenta esse cenário como uma das melhores indicações de fixação.
O exame do nervo muda a conduta, mas nem toda neuropatia tem o mesmo mecanismo. Uma contusão pode estar presente desde o trauma e melhorar depois que o fragmento é reduzido. Uma compressão mantida no túnel do carpo pode persistir apesar do alinhamento. Um nervo normal antes e alterado depois da redução levanta a hipótese de aprisionamento. Registrar a sequência dos exames permite distinguir essas situações; chamar todas apenas de “neuropraxia da fratura” apaga informações importantes.
| Evolução descrita | Questão clínica que precisa ser respondida |
|---|---|
| Déficit inicial que melhora após redução | A contusão/tração está regredindo? |
| Déficit ou compressão persistente com edema volar | Há pressão mantida no túnel ou nos compartimentos volares? |
| Função boa antes e pior depois da redução | O nervo pode ter ficado preso no foco? |
Por que estabilizar ajuda as partes moles. Sem fixação, pode haver a tentação de usar um molde muito apertado ou grande flexão para impedir novo desvio. Nesse caso, a medida que mantém o osso alinhado pode agravar a pressão ao redor do nervo. O fio liso fornece estabilidade e permite tala, curativo ou gesso mais frouxos. A vantagem é essa liberdade de proteger os tecidos, não a ideia de que um fio, por si só, descomprima o túnel do carpo.
Leia “Neuropatia, edema e cotovelo flutuante”, na Biblioteca. Avalie redução, estabilidade e pressão como decisões conectadas, sem substituir o cuidado com o nervo por uma boa radiografia.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2015 cobrou a urgência do túnel do carpo agudo. Este simulado aborda a estabilização da fratura que permite proteger as partes moles nesse cenário.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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