Após fratura fisária, a frequência de parada do crescimento nas fises distais do rádio e da ulna é, respectivamente, de cerca de
- 4% e 4%.
- 4% e 10% a 55%.
- 25% e 10% a 15%.
- 50% e 4%.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A parada do crescimento é muito mais frequente na fise distal da ulna que na do rádio nas séries do resumo. Os valores aproximados são 4% no rádio e 10% a 55% na ulna. São faixas de séries específicas, não uma probabilidade idêntica para toda fratura de qualquer gravidade.
Por isso o seguimento não termina necessariamente com a união óssea. O resumo descreve controle radiográfico posterior para reconhecer parada e desequilíbrio precocemente. Fratura do estiloide e fratura da fise ulnar não são a mesma lesão e não devem receber automaticamente a mesma estimativa de risco.
A consequência depende de qual osso para e de quanto ainda cresceria. Se o rádio perde crescimento e a ulna continua, a ulna fica relativamente longa e pode sobrecarregar o carpo ulnar. Se a ulna para, o rádio segue crescendo e pode se arquear em relação ao osso curto. Esses caminhos opostos mostram por que não basta anotar “risco de parada” sem identificar a fise.
| Fise afetada | Desequilíbrio descrito no resumo |
|---|---|
| Rádio distal | Ulna relativamente longa, incongruência, impacto ulnocarpal e possível lesão da fibrocartilagem |
| Ulna distal | Ulna relativamente curta, arqueamento radial e alteração da relação radioulnar |
Uma parada pequena perto do fim do crescimento e uma parada completa em criança pequena não têm o mesmo tempo para produzir deformidade. É por isso que frequência de ocorrência, gravidade final e necessidade de correção são perguntas diferentes. O percentual estima ocorrência nas séries, não determina sozinho o tratamento.
O controle tardio procura um problema que a consolidação não exclui. O resumo descreve radiografias em seis a doze meses para detectar parada radial e ressonância para mapear a barra quando indicada. Uma barra é uma ponte que interrompe parte do crescimento da placa; sua extensão e o crescimento restante ajudam a discutir a conduta. Não se deve esperar a criança ter deformidade evidente para lembrar que a lesão foi fisária.
Leia “Parada do crescimento do rádio” e “Parada do crescimento da ulna”, na Biblioteca. Relacione risco, osso afetado e consequência geométrica.
Por que esta questão foi criada. O equivalente pediátrico de Galeazzi inclui a fise ulnar, cujo risco elevado pode passar despercebido depois de uma boa redução. O simulado testa uma assimetria relevante para acompanhamento.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo