Menino de 9 anos com descolamento epifisário Salter-Harris II do rádio distal, reduzido e engessado no pronto-socorro, retorna no 10º dia com perda parcial da redução e angulação dorsal de 15 graus. A conduta indicada é
- nova redução fechada sob sedação.
- redução aberta e fixação com fios lisos.
- manter a imobilização e acompanhar a remodelação.
- osteotomia corretiva assim que consolidar.
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Conceito-chave
No décimo dia de uma lesão fisária, não se deve forçar nova redução apenas para corrigir 15 graus de angulação dorsal em uma criança com crescimento restante. A decisão considera o risco de lesar a fise durante a remanipulação tardia e a capacidade de remodelação dessa deformidade extra-articular.
O resumo recomenda redução atraumática precoce e cautela depois de sete dias. Angulação em extensão menor que 20 graus com mais de dois anos de crescimento costuma remodelar. O menino de nove anos do enunciado está muito mais próximo desse cenário do que de um adolescente no fim do crescimento.
Manter imobilização não significa abandonar o seguimento. É preciso acompanhar alinhamento, consolidação, função e crescimento fisário. Uma deformidade persistente com repercussão futura pode mudar a discussão, mas não indica osteotomia imediata após consolidar uma angulação ainda com chance de correção.
Como os dados do caso se combinam. A idade de nove anos sugere crescimento suficiente para corrigir uma angulação extra-articular distal; os 15 graus estão abaixo dos 20 citados para a situação favorável; o desvio dorsal está no plano de flexão/extensão, que remodela melhor; e o décimo dia coloca a fise numa fase em que repetir força pode acrescentar lesão. A resposta nasce da combinação desses quatro elementos. Nenhum deles, isoladamente, é uma autorização para ignorar a deformidade.
| Pergunta antes de remanipular | Consequência neste caso |
|---|---|
| A deformidade é articular? | O enunciado descreve Salter-Harris II e angulação, sem degrau articular |
| Há crescimento pela frente? | O contexto de um menino de nove anos favorece remodelação |
| O plano ajuda a correção? | Angulação dorsal é sagital, no plano de movimento do punho |
| A nova força pode prejudicar a fise? | O retorno no décimo dia exige cautela com remanipulação tardia |
Observar é escolher um mecanismo de correção. A fise ativa pode modificar gradualmente o alinhamento; uma nova manobra tentaria corrigi-lo imediatamente, mas com risco adicional para essa mesma estrutura. A comparação é entre esses dois caminhos, não entre tratar e deixar de tratar. Se o caso tivesse degrau articular, crescimento quase esgotado ou lesão neurovascular, a justificativa desta observação deixaria de ser suficiente. Esses são modificadores de decisão, não dados presentes no menino do enunciado.
Leia “Fise: a redução tardia e a parada do crescimento”, na Biblioteca. Compare o benefício radiográfico de uma nova manobra com o dano que ela pode acrescentar.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2008 cobrou o prazo de sete dias. O simulado transforma esse número em uma decisão clínica, com idade, tipo de fratura e angulação definidos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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