Na redução fechada da fratura completa da metáfise distal do rádio da criança, com desvio dorsal e cavalgamento em baioneta, o primeiro tempo da manobra é a
- tração longitudinal com pesos.
- flexão palmar do fragmento distal.
- hiperextensão do fragmento distal.
- supinação forçada do antebraço.
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Conceito-chave
O primeiro tempo da redução da baioneta dorsal é hiperestender o fragmento distal para relaxar a manga periosteal dorsal. Parece contraintuitivo aumentar a deformidade, mas o objetivo é liberar a tensão que impede recuperar comprimento e encaixar as extremidades.
A sequência descrita é hiperextensão, tração longitudinal com contratração e, depois, flexão do fragmento distal para corrigir translação e angulação. A correção rotacional, a radioscopia e o gesso moldado completam o tratamento. O enunciado pergunta a primeira etapa, não a direção final do alinhamento.
Tração pura com pesos pode tensionar o periósteo dorsal íntegro e dificultar a redução. Também não se deve transportar esse procedimento de fratura completa metafisária para uma fise tardia, que exige particular cautela contra manipulação forçada.
Por que puxar mais nem sempre resolve. Imagine as pontas ósseas cavalgadas e ainda unidas por uma manga dorsal de periósteo. A tração longitudinal aumenta a tensão dessa conexão antes de as extremidades conseguirem se reencontrar. O primeiro movimento muda a geometria do conjunto: hiperestender relaxa a manga, permitindo recuperar comprimento. Só então a flexão leva o fragmento distal ao alinhamento desejado.
| Tempo | Problema mecânico que procura resolver |
|---|---|
| Hiperextensão | Relaxar a manga dorsal que dificulta destravar a baioneta |
| Tração com contratração | Recuperar o comprimento depois de liberar o bloqueio |
| Flexão e correção rotacional | Restaurar direção e relação dos fragmentos |
| Radioscopia e gesso moldado | Confirmar e manter o resultado |
Essa sequência não deve ser confundida com tentar várias manobras cada vez mais fortes. Quando há partes moles interpostas e o alinhamento inaceitável não é obtido, o problema pode ser um obstáculo real no foco. O resumo descreve periósteo volar ou pronador quadrado como interposições habituais no deslocamento dorsal. Reconhecer a falha mecânica muda a estratégia; repetir força sem reconhecer sua causa pode aumentar edema.
Leia “Fratura completa desviada: a manobra”, na Biblioteca. Entenda o papel do periósteo em cada etapa, em vez de resumir a redução a puxar o membro.
Por que esta questão foi criada. A sequência da baioneta é um ponto técnico com chance de prova porque o primeiro movimento é diferente da correção final. O simulado separa relaxar a manga, recuperar comprimento e corrigir o desvio.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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