Em paciente, vítima de queda do mesmo nível, com fratura do rádio distal em esqueleto imaturo, foi percebido um fragmento tipo Thurston Holland que, pela classificação de Salter-Harris caracteriza o
- tipo I.
- tipo II.
- tipo IIIl.
- tipo IV.
- tipo V.
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Conceito-chave
A fise, ou placa de crescimento, é a cartilagem localizada entre a epífise e a metáfise de um osso em crescimento. A epífise corresponde à extremidade óssea próxima da articulação; a metáfise é a região de transição para a diáfise. Na fise, a organização dos condrócitos e a substituição progressiva da cartilagem por osso permitem o crescimento longitudinal. Uma lesão nessa região pode, portanto, causar uma consequência que não existe em uma fratura comum do adulto: interrupção do crescimento, com encurtamento ou deformidade angular.
Salter-Harris descreve o caminho da lesão em relação à fise. No tipo I, a separação permanece na placa de crescimento. No II, parte do trajeto é fisária e parte passa pela metáfise. No III, o trajeto envolve a fise e a epífise, alcançando a superfície articular. No IV, cruza metáfise, fise e epífise. No V, ocorre compressão da placa de crescimento, que pode ser reconhecida apenas posteriormente, quando aparece uma alteração do crescimento.
O fragmento de Thurston-Holland é uma cunha metafisária que acompanha a epífise no tipo II. A identificação depende da localização do fragmento, não apenas do aspecto triangular. Uma fratura intra-articular com componente metafisário não se torna tipo II apenas por conter um triângulo ósseo: o trajeto completo precisa ser analisado. Na questão, a combinação de rádio distal imaturo e fragmento característico fornece o dado decisivo. A queda do mesmo nível, por si só, não classifica a lesão.
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