A classificação de Salter-Harris é usada principalmente para avaliar fraturas em que parte do osso?
- Diafisária.
- Epífise.
- Metáfise.
- Articular.
- Periosteal.
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Conceito-chave
A classificação de Salter-Harris organiza lesões traumáticas da fise, também chamada placa de crescimento ou placa epifisária. Esse nome pode causar uma armadilha: a placa epifisária não é sinônimo de toda a epífise. Ela é a cartilagem entre a epífise, localizada na extremidade do osso, e a metáfise, região de transição para a diáfise. O crescimento longitudinal depende da atividade dessa cartilagem e de sua substituição por osso.
A classificação distingue o trajeto da lesão e os segmentos ósseos associados. Tipo I: separação restrita à fise. Tipo II: fise e metáfise. Tipo III: fise e epífise, com extensão articular. Tipo IV: metáfise, fise e epífise, também com extensão articular. Tipo V: compressão da fise. Assim, o elemento comum é o envolvimento da placa de crescimento, enquanto o envolvimento epifisário, metafisário ou articular varia.
Essa organização ajuda a interpretar radiografias e a reconhecer dois problemas diferentes: lesão do crescimento e incongruência articular. Uma ponte óssea que substitui parte da fise pode interromper o crescimento de modo assimétrico e produzir deformidade angular; uma interrupção mais extensa pode provocar encurtamento. Nos tipos que alcançam a articulação, também é necessário considerar a superfície articular. A classificação, isoladamente, não determina todo o prognóstico: localização, deslocamento e crescimento remanescente precisam ser considerados.
A questão oferece “epífise”, mas não oferece “fise”. Deve-se reconhecer a intenção terminológica do gabarito sem aprender a generalização falsa de que todas essas lesões fraturam o osso epifisário.
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