Um menino de 11 anos, vítima de atropelamento por carro, apresenta-se na emergência com queixa de dor no ombro esquerdo e impotência funcional. Conforme a imagem a seguir, o diagnóstico mais provável é de:

- Fratura do úmero proximal.
- Fratura do colo da escápula.
- Pseudoluxação acromioclavicular.
- Rotura dos ligamentos coracoclaviculares.
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Conceito-chave
A radiografia mostra deslocamento da clavícula distal em relação ao ombro em um paciente esqueleticamente imaturo. Nessa idade, a aparência de luxação acromioclavicular frequentemente corresponde a uma lesão fisária ou metafisária distal da clavícula, chamada pseudoluxação acromioclavicular.
A epífise distal, ainda pouco ossificada, pode permanecer alinhada ao acrômio enquanto a metáfise se desloca. Os ligamentos coracoclaviculares costumam manter sua inserção na manga periosteal, e não precisam estar rompidos como em uma separação acromioclavicular típica do adulto. A porção cartilaginosa pouco visível no raio X explica o aspecto enganoso.
O mecanismo e a idade devem ser integrados à imagem. Fratura do úmero proximal e da escápula também podem ocorrer após atropelamento, mas o achado demonstrado se localiza na clavícula distal. Reconhecer a pseudoluxação evita aplicar automaticamente classificações e tratamentos adultos a uma lesão pediátrica. A conduta depende do deslocamento, das partes moles e da avaliação completa; a questão pede o diagnóstico mais provável.
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