A fratura Salter Harris
- tipo I ocorre na zona germinativa, frequentemente causando distúrbio de crescimento.
- tipo II é caracterizada pelo fragmento epifisário de THURSTON-HOLLAND.
- tipo III com desvio, necessita de redução aberta anatômica e fixação interna.
- tipo IV atravessa todas as camadas da fise e dificilmente causa distúrbio de crescimento.
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Conceito-chave
A classificação de Salter-Harris. Descreve as fraturas que acometem a fise, pelo trajeto do traço em relação à fise, à epífise e à metáfise. Ajuda a prever o risco de distúrbio de crescimento e a escolher o tratamento.
| Tipo | Trajeto do traço | Risco de distúrbio de crescimento |
|---|---|---|
| I | atravessa só a fise, pela zona hipertrófica | baixo, em geral |
| II | fise e sai pela metáfise, com fragmento metafisário (Thurston-Holland) | baixo, em geral; é o tipo mais comum |
| III | fise e sai pela epífise, entrando na articulação | maior; fratura articular |
| IV | atravessa epífise, fise e metáfise | alto; risco de ponte óssea |
| V | compressão da fise | alto; diagnóstico muitas vezes retrospectivo |
Onde a fise rompe. As fraturas fisárias costumam atravessar a zona hipertrófica, a camada de células grandes e matriz menos resistente, próxima à metáfise. A zona germinativa (de repouso), junto à epífise, contém as células que geram o crescimento; como em geral fica do lado epifisário, preservada, os tipos I e II costumam ter bom prognóstico de crescimento. Fraturas que lesam a camada germinativa, ou criam ponte entre epífise e metáfise, são as que mais causam parada do crescimento.
Tipos III e IV: articulares e de redução anatômica. O traço atravessa a superfície articular e a camada germinativa. Por isso, quando há desvio, o objetivo é duplo: restaurar a superfície articular e realinhar a fise para evitar ponte óssea. Isso exige redução anatômica, muitas vezes aberta, e fixação interna, de preferência com parafusos paralelos à fise, sem atravessá-la. São exemplos a fratura de Tillaux (III) e muitas fraturas do côndilo lateral do úmero (IV).
O fragmento de Thurston-Holland. É o fragmento triangular metafisário que caracteriza o tipo II. O periósteo costuma ficar íntegro do lado desse fragmento, o que ajuda na redução fechada.
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