Uma criança de 7 anos de idade foi levada a consulta por dor e edema em joelho esquerdo há dois dias, sem história de trauma. Apresenta Tax = 38,5 oC, VHS = 47 mm/h, PCR = 7 mg/dL, contagem global de leucócitos de 12.500 células/mm e radiografia do joelho sem diferença da distância no espaço articular. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: O VHS é a melhor maneira de acompanhar a resposta da infecção ao tratamento.
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Conceito-chave
O caso. Criança de 7 anos com dor e edema no joelho há dois dias, sem trauma, febre de 38,5 °C, VHS 47 mm/h, PCR 7 mg/dL e leucócitos 12.500. O quadro é de infecção osteoarticular (artrite séptica ou osteomielite com reação articular) até prova em contrário. O item pergunta qual exame é o melhor para acompanhar a resposta ao tratamento.
O que se espera de um marcador de acompanhamento. Ele deve subir rápido quando a infecção está ativa, cair rápido quando o tratamento funciona e voltar a subir cedo se algo der errado. Isso depende da cinética do marcador, ou seja, de quanto tempo ele leva para responder à mudança da inflamação.
A PCR (proteína C reativa).
- É produzida pelo fígado sob estímulo da interleucina 6 e tem meia-vida curta, de cerca de 19 horas.
- Sobe em 6 a 8 horas, atinge o pico em cerca de 2 dias e, com tratamento eficaz, cai pela metade em poucos dias e normaliza em cerca de 1 a 2 semanas.
- Uma queda progressiva autoriza decisões como trocar o antibiótico venoso pelo oral. Uma subida inesperada sinaliza abscesso, artrite associada, germe resistente ou antibiótico inadequado.
A VHS (velocidade de hemossedimentação).
- Mede indiretamente o fibrinogênio e outras proteínas que fazem as hemácias se empilharem.
- Sobe devagar, tem pico em 3 a 5 dias e pode continuar subindo nos primeiros dias mesmo com o tratamento funcionando.
- Leva 3 a 4 semanas ou mais para normalizar e sofre influência de anemia, idade e formato das hemácias.
| Característica | PCR | VHS |
|---|---|---|
| Início da elevação | Horas | Dias |
| Normalização com cura | Cerca de 1 a 2 semanas | 3 a 4 semanas ou mais |
| Melhor uso | Acompanhamento e detecção precoce de complicação | Diagnóstico e confirmação tardia da cura |
Os leucócitos são o pior dos três: podem estar normais mesmo com infecção e não acompanham bem a evolução.
O papel da VHS. Ela continua útil no diagnóstico (faz parte dos critérios de Kocher, com corte em 40 mm/h) e para confirmar, ao final, que a inflamação se resolveu, principalmente nas osteomielites prolongadas.
Na prova: para acompanhar a resposta ao tratamento da infecção osteoarticular na criança, use a PCR.
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