A criança recebeu alta e retornou ao hospital três dias depois com quadro de febre alta, 39,5 oC e torporosa. A conduta adequada neste momento é:
- Internar a criança e solicitar uma ressonância magnética do joelho esquerdo
- Internar a criança e solicitar uma cintilografia óssea
- Internar a criança e puncionar o joelho esquerdo em ambiente cirúrgico
- Internar a criança e solicitar uma ecografia do joelho
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Conceito-chave
Piora clínica na suspeita de artrite séptica. A criança que retorna com febre alta (39,5 °C) e torpor apresenta sinais de infecção grave e possível sepse. A artrite séptica é uma urgência: enzimas bacterianas e leucocitárias destroem a cartilagem em poucos dias, e a infecção pode se disseminar.
Conduta.
- Internação e estabilização clínica (acesso venoso, hidratação, avaliação de sepse).
- Punção articular imediata, preferencialmente em ambiente cirúrgico, com o material enviado para contagem celular, Gram e culturas (inclusive frascos de hemocultura para Kingella kingae).
- Se o líquido for purulento ou a suspeita for alta, drenagem e lavagem articular no mesmo ato (artrotomia ou artroscopia).
- Antibiótico parenteral empírico logo após a coleta, cobrindo Staphylococcus aureus e Kingella kingae em crianças pequenas.
Por que no centro cirúrgico. Permite sedação e analgesia adequadas para a criança, assepsia rigorosa e, se confirmado pus, a drenagem imediata sem nova anestesia.
Exames de imagem não devem atrasar a punção. Ressonância, cintilografia e ultrassonografia podem ajudar, mas, em uma criança grave com suspeita clínica forte, o diagnóstico e o tratamento passam pela punção e drenagem.
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