Ponseti revolucionou o tratamento do pé torto congênito ao modificar o fulcro de rotação do tratamento com trocas de aparelhos gessados, visando inicialmente à correção do:
- varismo do antepé;
- adução do retropé;
- equinismo do calcâneo;
- cavo do antepé;
- varismo do mediopé.
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Conceito-chave
A contribuição de Ponseti. Antes de Ponseti, os métodos com gessos (como o de Kite) tentavam corrigir a adução pressionando a articulação calcaneocubóidea, o que bloqueava a abdução do calcâneo e mantinha o varo. Os resultados eram ruins, e muitos pés acabavam em liberações cirúrgicas extensas.
O que Ponseti mudou.
- Primeiro, corrigir o cavo: o antepé está pronado em relação ao retropé (o primeiro metatarso em flexão plantar). Ponseti propôs supinar o antepé, elevando o primeiro metatarso, para alinhá-lo ao retropé. Isso desfaz o cavo já no primeiro gesso.
- Mudar o fulcro: usar a face lateral da cabeça do tálus (e não a calcaneocubóidea) como ponto de contrapressão, enquanto o pé supinado é abduzido. Assim, o navicular, o cuboide e o calcâneo giram ao redor do tálus, corrigindo a adução e o varo ao mesmo tempo.
- Por último, o equino, com tenotomia percutânea do tendão calcâneo na maioria dos casos.
- Órtese de abdução para evitar recidiva.
Ordem: CAVE (cavo, aduto, varo, equino).
Erro clássico a evitar. Pronar o antepé para "corrigir" a adução ou o varo agrava o cavo e cria o pé em mata-borrão.
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