Na epifisiolistese por condropatia conjugal proximal do fêmur de adolescentes, segundo Loder, o fator preditivo diretamente relacionado à possibilidade de desenvolver osteonecrose da cabeça femoral, correspondente à gênese fisiopatológica da doença e não ao tratamento instituído, é:
- deformidade;
- energia do trauma;
- instabilidade;
- desvio posterior;
- migração proximal.
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Conceito-chave
Epifisiólise proximal do fêmur: classificação de Loder. A epifisiólise (escorregamento da epífise femoral proximal) acomete adolescentes, frequentemente obesos, durante o estirão. A epífise escorrega posterior e inferiormente em relação ao colo, através da zona hipertrófica da fise.
Classificação de Loder (1993). Baseia-se na capacidade de apoiar o membro:
- Estável: o paciente consegue andar, com ou sem muletas.
- Instável: o paciente não consegue apoiar o membro, mesmo com muletas, pela dor intensa; há movimento entre a epífise e o colo (como uma fratura).
Osteonecrose. No estudo de Loder, a osteonecrose ocorreu em cerca de 47% das epifisiólises instáveis e em praticamente nenhuma das estáveis. A explicação é fisiopatológica: no deslizamento instável, o deslocamento agudo estira, acotovela ou rompe os vasos retinaculares posterossuperiores, que irrigam a epífise.
Outras classificações.
- Temporal: aguda (menos de 3 semanas), crônica, crônica agudizada.
- Pelo grau de deslizamento (ângulo de Southwick): leve (menos de 30 graus), moderado (30 a 50), grave (acima de 50).
Tratamento. Fixação in situ com um parafuso canulado na maioria; nos instáveis, debate-se redução suave e descompressão capsular, e técnicas como a modificação de Dunn (via luxação de Ganz) em centros especializados.
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