A doença de Legg-Calvé-Perthes apresenta algumas fases distintas, que se relacionam diretamente com a escolha da abordagem e o prognóstico do tratamento. A ausência de osteócitos ou a presença de osteócitos com núcleo picnótico são características da doença na fase de:
- necrose;
- sinovite;
- fragmentação;
- reossficação;
- residual.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Fases da doença de Legg-Calvé-Perthes (Waldenström). A doença é uma osteonecrose da epífise femoral proximal que evolui ao longo de 2 a 4 anos.
| Fase | Patologia | Radiografia |
|---|---|---|
| Inicial (necrose) | Interrupção da irrigação; osso morto: lacunas sem osteócitos ou com osteócitos de núcleo picnótico; a cartilagem articular continua crescendo (nutrida pelo líquido sinovial) | Epífise menor e mais densa, alargamento do espaço articular medial, sinal do crescente |
| Fragmentação | Revascularização e reabsorção do osso necrótico por osteoclastos; colapso | Epífise fragmentada, áreas líticas e densas |
| Reossificação | Osso novo substitui o necrótico | Ossificação progressiva |
| Residual (remodelação) | Remodelação até a maturidade | Forma final da cabeça (Stulberg) |
Por que a epífise parece densa. O osso morto não é reabsorvido no início, e pode haver deposição de osso novo sobre as trabéculas mortas e microfraturas com compactação. Além disso, o osso vizinho vivo sofre osteopenia por desuso, aumentando o contraste.
Sinovite. Pode estar presente clinicamente (derrame e dor) no início, mas não é uma fase de Waldenström; a sinovite transitória é um diagnóstico diferencial.
Importância das fases. A fase de fragmentação é quando a cabeça está mais "moldável" e mais vulnerável à deformação; as cirurgias de contenção têm maior efeito antes ou no início dessa fase.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo