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Questão de Paralisia cerebral (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralENARE R4 Ortopedia 2025

Em pacientes com paralisia cerebral espástica, comumente existe grande dificuldade de supinação e prejuízo Funcional por contratura do pronador redondo. Nesses casos, indica-se a reorientação cirúrgica do músculo em questão, segundo a classificação de Gschwind e Tonkin, no grupo:

  1. I;
  2. II;
  3. III;
  4. IV;
  5. V.
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Gabarito: D · IV;

Conceito-chave

Deformidade em pronação do antebraço na paralisia cerebral. A espasticidade do pronador redondo (e do pronador quadrado) mantém o antebraço pronado e impede a supinação ativa, dificultando atividades como receber objetos com a palma para cima, comer e manipular objetos.

Classificação de Gschwind e Tonkin. Baseia-se na capacidade de supinação ativa e passiva:

GrupoAchado
ISupinação ativa além da posição neutra
IISupinação ativa até a neutra ou menos
IIISem supinação ativa, mas supinação passiva livre
IVPronação fixa, supinação passiva limitada

Procedimentos conforme o grupo (em linhas gerais).

  • Grupos com boa supinação ativa: liberação do pronador quadrado ou da aponeurose flexora.
  • Grupos sem supinação ativa: reorientação (rerouting) do pronador redondo, em que o tendão é passado ao redor do rádio, por trás, para que passe a atuar como supinador.
  • Contraturas fixas: liberações (pronador quadrado, membrana interóssea) e, eventualmente, procedimentos ósseos.

Princípios da cirurgia na mão espástica. Avaliação cuidadosa da função, do controle motor voluntário, da sensibilidade e da cognição; uso de toxina botulínica para testar e tratar a espasticidade; cirurgias combinadas (punho, polegar, dedos) para melhorar a função e a higiene.

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