Em pacientes com paralisia cerebral espástica, comumente existe grande dificuldade de supinação e prejuízo Funcional por contratura do pronador redondo. Nesses casos, indica-se a reorientação cirúrgica do músculo em questão, segundo a classificação de Gschwind e Tonkin, no grupo:
- I;
- II;
- III;
- IV;
- V.
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Conceito-chave
Deformidade em pronação do antebraço na paralisia cerebral. A espasticidade do pronador redondo (e do pronador quadrado) mantém o antebraço pronado e impede a supinação ativa, dificultando atividades como receber objetos com a palma para cima, comer e manipular objetos.
Classificação de Gschwind e Tonkin. Baseia-se na capacidade de supinação ativa e passiva:
| Grupo | Achado |
|---|---|
| I | Supinação ativa além da posição neutra |
| II | Supinação ativa até a neutra ou menos |
| III | Sem supinação ativa, mas supinação passiva livre |
| IV | Pronação fixa, supinação passiva limitada |
Procedimentos conforme o grupo (em linhas gerais).
- Grupos com boa supinação ativa: liberação do pronador quadrado ou da aponeurose flexora.
- Grupos sem supinação ativa: reorientação (rerouting) do pronador redondo, em que o tendão é passado ao redor do rádio, por trás, para que passe a atuar como supinador.
- Contraturas fixas: liberações (pronador quadrado, membrana interóssea) e, eventualmente, procedimentos ósseos.
Princípios da cirurgia na mão espástica. Avaliação cuidadosa da função, do controle motor voluntário, da sensibilidade e da cognição; uso de toxina botulínica para testar e tratar a espasticidade; cirurgias combinadas (punho, polegar, dedos) para melhorar a função e a higiene.
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