Durante o tratamento cirúrgico da epifisiólise proximal do fêmur grave, a luxação controlada de Ganz é um procedimento técnico que visa à melhor visualização da deformidade e à preservação dos vasos:
- retinaculares anteriores;
- retinaculares posteriores;
- glúteos posteriores;
- centrais e ligamento redondo;
- circunflexos laterais.
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Conceito-chave
Luxação cirúrgica do quadril de Ganz. É uma técnica que permite deslocar a cabeça femoral do acetábulo, com visão de 360 graus da cabeça e do acetábulo, sem comprometer a irrigação da cabeça femoral.
Fundamento anatômico. A cabeça femoral é irrigada principalmente pelo ramo profundo da artéria circunflexa femoral medial, que passa posteriormente, sobre o obturador externo, e dá origem aos vasos retinaculares posterossuperiores, que sobem pelo colo dentro do retináculo posterior até a cabeça.
Pontos-chave da técnica.
- Via lateral com osteotomia digástrica (trocantérica) do trocânter maior, mantendo presos o glúteo médio e o vasto lateral; o fragmento é deslocado anteriormente.
- Preservação do obturador externo e dos rotadores externos curtos, que protegem o ramo profundo da circunflexa medial.
- Capsulotomia em Z anterior.
- Luxação anterior com flexão e rotação externa.
Uso na epifisiólise grave (modificação de Dunn). Permite desenvolver um retalho retinacular que protege os vasos posteriores, ressecar o calo posterior do colo e reposicionar a epífise sobre o colo (realinhamento subcapital), corrigindo a deformidade com baixo risco de necrose quando bem executada.
Outras indicações. Impacto femoroacetabular complexo, tumores, fraturas da cabeça femoral, sequelas de Perthes.
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