No descolamento epifisário do úmero proximal em crianças abaixo de cinco anos de idade, o tipo mais frequente está ilustrado na imagem

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Conceito-chave
Descolamento epifisário do úmero proximal: o padrão muda com a idade. A fise proximal do úmero é responsável por cerca de 80% do crescimento do úmero e tem enorme capacidade de remodelação. As lesões fisárias dessa região seguem padrões diferentes conforme a idade, porque a resistência da fise e da metáfise muda com o crescimento.
Lendo a imagem. As figuras mostram os tipos de Salter-Harris: A, traço que passa só pela fise (tipo I); B, traço pela fise que sai pela metáfise, levando um fragmento metafisário (tipo II); C, traço que passa pela fise e sai pela epífise para a articulação (tipo III); D, traço que atravessa epífise, fise e metáfise (tipo IV).
Padrão por idade.
| Idade | Tipo predominante |
|---|---|
| Recém-nascido e abaixo de 5 anos | Salter-Harris I |
| 5 a 11 anos | Fraturas metafisárias são frequentes |
| Acima de 11 anos (adolescentes) | Salter-Harris II |
| Qualquer idade | III e IV raros (o III associa-se à luxação glenoumeral) |
Por que o tipo I na criança pequena. A fise é proporcionalmente mais espessa e o anel pericondral mais fraco; a separação ocorre pela zona hipertrófica, sem levar metáfise. No recém-nascido, a lesão ocorre no parto e pode ser confundida com luxação do ombro ou paralisia braquial (pseudoparalisia); a ultrassonografia ajuda, porque a epífise ainda não está ossificada.
Tratamento. A remodelação é tão grande que, na criança pequena, aceitam-se desvios importantes: tipoia ou imobilização por 2 a 3 semanas na maioria. Em adolescentes perto do fim do crescimento, desvios grandes podem exigir redução e fixação (Popkin, Levine e Ahmad).
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