A fratura da tuberosidade da tíbia na criança, do tipo I de OGDEN et al, caracteriza-se como SALTER- HARRIS do tipo
- I.
- II.
- III.
- IV.
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Conceito-chave
A tuberosidade anterior da tíbia e sua fise. A tuberosidade se desenvolve como uma extensão anterior da fise proximal da tíbia, em forma de língua, com um centro de ossificação secundário próprio (que aparece por volta dos 8 a 12 anos) e que depois se une à epífise proximal. Pouco antes do fechamento (13 a 16 anos), a placa da tuberosidade tem fibrocartilagem, mais frágil à tração do tendão patelar.
A classificação de Ogden (modificação de Watson-Jones).
| Tipo | Extensão do traço | Correspondência aproximada |
|---|---|---|
| I | Pela ponta distal da tuberosidade, através da placa da apófise (centro secundário) | Avulsão fisária, padrão Salter-Harris I |
| II | Até a junção da tuberosidade com a epífise proximal | Avulsão maior pela placa |
| III | Atravessa a epífise e entra na articulação | Salter-Harris III (intra-articular) |
| IV | Segue pela fise proximal inteira até a cortical posterior | Salter-Harris I ou II da fise proximal |
| V | Combinação em Y do III com o IV |
Cada tipo é subdividido em A (fragmento único) e B (cominuído ou com maior desvio).
Por que o tipo I corresponde ao Salter-Harris I. No tipo I, o fragmento distal da tuberosidade é arrancado pela placa de crescimento da apófise, sem traço através da epífise ou da metáfise: é uma separação fisária pura.
Tratamento.
- Tipo I sem desvio e com extensão ativa preservada: gesso cilíndrico em extensão.
- Fraturas desviadas, com falha do mecanismo extensor, ou intra-articulares (tipo III): redução aberta e fixação com parafusos.
- Atenção à síndrome compartimental (artéria recorrente tibial anterior) e às lesões meniscais no tipo III.
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