Na fratura por avulsão da tuberosidade anterior da tíbia, deslocada, o tratamento não cirúrgico está indicado nos casos com déficit de extensão ativa de até 20 graus.
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Conceito-chave
A avulsão da tuberosidade anterior da tíbia. Ocorre em adolescentes perto do fim do crescimento, sobretudo meninos atletas, quando uma contração violenta do quadríceps (salto, aterrissagem) arranca a tuberosidade pela sua fise, que nessa fase está em transição e mais frágil à tração. É uma lesão do mecanismo extensor: o tendão patelar continua preso ao fragmento, e se o fragmento se desloca, a força do quadríceps não chega à tíbia.
O que define o tratamento.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Fragmento sem desvio ou mínimo, mecanismo extensor competente (eleva a perna estendida, extensão ativa completa) | Não cirúrgico: gesso cilíndrico em extensão por 4 a 6 semanas |
| Fragmento desviado | Redução aberta e fixação com parafusos |
| Extensão ativa deficiente (déficit de extensão, incapacidade de elevar a perna) | Cirurgia |
| Traço intra-articular (Ogden III) | Cirurgia, com avaliação da articulação e dos meniscos |
Por que o déficit de extensão é indicação cirúrgica. O déficit de extensão ativa (lag) significa que o mecanismo extensor está descontinuado: o quadríceps contrai, mas a tensão não é transmitida. Aceitar um déficit de 20° num adolescente atleta deixaria fraqueza permanente, patela alta e perda de função. Não existe um limite de déficit "aceitável" para tratamento conservador em fratura desviada.
Cuidados.
- Atenção à síndrome compartimental da perna: a artéria recorrente tibial anterior passa junto à tuberosidade e pode sangrar no compartimento anterior.
- O risco de recurvato por parada do crescimento anterior é pequeno, porque a lesão ocorre perto da maturidade.
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