Na fratura da extremidade lateral da clavícula em crianças, a lesão dos ligamentos coracoclaviculares é rara.
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Conceito-chave
A pseudoluxação acromioclavicular da criança. Na criança e no adolescente, a extremidade lateral da clavícula tem uma epífise que ossifica tarde (por volta dos 18 a 20 anos) e um periósteo espesso e resistente. Os ligamentos coracoclaviculares (conoide e trapezoide) e acromioclaviculares se inserem nesse tubo periosteal, e não diretamente no osso.
O que acontece no trauma. Uma queda sobre o ombro empurra o acrômio para baixo. Em vez de romper os ligamentos, como no adulto, a lesão ocorre na fise ou na metáfise lateral: a clavícula sai do seu tubo periosteal pela face superior, que é mais fina, e se desloca para cima.
- O tubo periosteal permanece no lugar, preso ao coracoide pelos ligamentos coracoclaviculares íntegros.
- A epífise distal fica junto ao acrômio.
- Na radiografia, a metáfise deslocada parece uma luxação acromioclavicular: é a pseudoluxação.
Por que isso importa.
- Como os ligamentos estão íntegros e o periósteo tem enorme potencial osteogênico, o tubo forma osso novo e a clavícula se remodela dentro dele.
- Por isso a maioria dessas lesões é tratada de forma não cirúrgica, com tipoia e mobilização precoce, mesmo com desvio aparente grande.
- Cirurgia fica reservada para adolescentes próximos da maturidade com desvio muito grande, deslocamento posterior que perfura o trapézio ou exposição.
Classificação de Dameron e Rockwood. Adapta os tipos I a VI da luxação acromioclavicular do adulto à lesão fisária, mas com a ressalva de que o tubo periosteal e os ligamentos se mantêm.
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