Na fratura da região proximal da diáfise da tíbia em crianças, a seqüela mais freqüentemente encontrada é a deformidade em valgo.
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Conceito-chave
O fenômeno de Cozen. Em 1953, Cozen descreveu uma deformidade em valgo progressivo da tíbia após fraturas da metáfise proximal da tíbia em crianças pequenas, geralmente entre 3 e 6 anos. A fratura típica é aparentemente benigna: um traço incompleto (em galho verde) na metáfise medial, com pouco ou nenhum desvio, frequentemente com a fíbula íntegra.
A evolução. A fratura consolida sem problema e a perna parece reta. Nos meses seguintes (geralmente 6 a 18 meses após a lesão), a tíbia vai se angulando em valgo, às vezes 15 a 20° ou mais. Os pais acham que a fratura "entortou", e o médico precisa ter avisado antes.
Os mecanismos propostos.
- Hiperemia pós-fratura com estímulo do crescimento da fise proximal, maior no lado medial.
- Interposição de partes moles (pata de ganso, periósteo) no lado medial da fratura, mantendo um pequeno desvio.
- A fíbula íntegra funcionando como tirante lateral.
- Valgo residual não corrigido no gesso.
O que fazer.
- Avisar a família desde o início de que pode surgir um valgo progressivo.
- Imobilizar com o joelho em extensão, corrigindo qualquer valgo e moldando em varo.
- Acompanhar por pelo menos 1 a 2 anos.
- Se o valgo surgir, observar: a grande maioria corrige espontaneamente em alguns anos, com o crescimento.
- Não fazer osteotomia precoce: há risco de recidiva da deformidade. A correção cirúrgica (osteotomia ou hemiepifisiodese medial guiada) fica para deformidades persistentes e importantes, mais tarde.
Sobre o enunciado. A questão fala em "região proximal da diáfise", mas o fenômeno é descrito nas fraturas metafisárias proximais, como explica o alerta.
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