A acondroplasia caracteriza-se por nanismo rizomélico, displasia de quadril e joelho valgo progressivo.
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Conceito-chave
A acondroplasia. É a displasia esquelética mais comum com nanismo desproporcional. Causada por mutação ativadora do gene FGFR3 (receptor 3 do fator de crescimento de fibroblastos), herança autossômica dominante, mas cerca de 80% dos casos são mutações novas, associadas à idade paterna avançada. O FGFR3 hiperativo freia a proliferação dos condrócitos na fise: o crescimento endocondral fica reduzido, enquanto o membranoso (crânio, periósteo) é normal.
O quadro clínico.
- Nanismo rizomélico: encurtamento maior dos segmentos proximais (braço e coxa).
- Macrocefalia relativa com bossa frontal e ponte nasal deprimida.
- Mão em tridente: dedos curtos, com espaço entre o médio e o anular.
- Coluna: estenose do forame magno (risco de compressão do tronco encefálico e morte súbita no lactente), cifose toracolombar no lactente e estenose do canal lombar no adulto (distância interpedicular que diminui de L1 para L5).
- Inteligência normal.
Os membros inferiores: varo, não valgo. A deformidade típica é o genu varo, atribuído ao crescimento excessivo da fíbula em relação à tíbia e à frouxidão ligamentar lateral. Pode ser progressivo e, quando sintomático, tratado com osteotomias ou crescimento guiado.
O quadril é normal. Na acondroplasia, o quadril tem pelve larga e curta (ilíaco "em orelha de elefante") e acetábulo horizontal, mas não há displasia do quadril como achado característico; a articulação costuma funcionar bem.
| Achado | Acondroplasia |
|---|---|
| Nanismo | Rizomélico |
| Joelho | Varo (fíbula longa) |
| Quadril | Sem displasia característica |
| Coluna | Estenose do forame magno e do canal lombar |
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