Polidactilia pós-axial na mão, em crianças da raça negra, é caracteristicamente associada a outras malformações.
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Conceito-chave
O que é polidactilia pós-axial. É a presença de um dedo extra no lado ulnar da mão, ao lado do dedo mínimo. Varia de um apêndice de partes moles preso por um pedículo fino (tipo B de Temtamy e McKusick) até um dedo bem formado, com metacarpo ou falanges próprios e articulação (tipo A).
A diferença étnica muda a interpretação.
| População | Frequência | Significado |
|---|---|---|
| Ascendência africana | Muito comum, até cerca de 1 em 100 a 300 nascidos | Geralmente isolada, herança autossômica dominante |
| Ascendência europeia ou asiática | Rara, cerca de 1 em 1.000 a 3.000 | Mais frequentemente associada a síndromes |
Em crianças negras, a polidactilia pós-axial costuma ser uma variante familiar sem outras malformações. Em crianças brancas, por ser rara, ela deve motivar a busca de associações sindrômicas, como a síndrome de Ellis-van Creveld (displasia condroectodérmica), a trissomia 13, a síndrome de Bardet-Biedl e a de Meckel.
Contraste com a pré-axial. A polidactilia pré-axial (duplicação do polegar) é mais comum em asiáticos e brancos, geralmente unilateral e esporádica. A forma com polegar trifalângico tem maior associação com síndromes e anomalias cardíacas e hematológicas (Holt-Oram, anemia de Fanconi).
Tratamento.
- Tipo B (apêndice pediculado): ligadura no berçário ou excisão simples; a ligadura pode deixar uma pequena saliência ou neuroma.
- Tipo A (dedo bem formado): excisão cirúrgica por volta de 1 ano, com reconstrução do ligamento colateral ulnar e reinserção da musculatura hipotenar no dedo remanescente.
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