Orto Questões

Questão de Outras fraturas na criança (TARO 2006)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaTARO 2006

Na deficiência focal proximal do fêmur, a coxa apresenta-se em flexão, rotação externa e abdução.

  1. Certo
  2. Errado
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: –

Conceito-chave

O que é a deficiência femoral focal proximal (DFFP). É uma malformação congênita em que a porção proximal do fêmur não se forma de maneira adequada, durante a fase de formação dos membros (4ª a 8ª semana de gestação). O espectro vai de um fêmur apenas curto com coxa vara até a ausência completa da cabeça, do colo e de parte da diáfise, com acetábulo displásico ou ausente. O termo mais atual é deficiência femoral congênita, que abrange todo o espectro.

A aparência clínica típica. A criança nasce com a coxa muito curta e volumosa, e o pé do lado acometido fica na altura do joelho do outro lado. O quadril assume uma posição característica:

  • flexão;
  • abdução;
  • rotação externa.

Essa postura resulta do encurtamento e da desorganização dos músculos ao redor do quadril (os flexores e os rotadores externos ficam relativamente mais fortes e contraturados), somados à instabilidade ou ausência da articulação. O joelho costuma ter contratura em flexão e frequentemente falta o ligamento cruzado anterior.

A classificação de Aitken (radiográfica, para as formas com ausência proximal):

ClasseCabeça femoralAcetábulo
APresente, depois conecta-se à diáfise (pseudartrose subtrocantérica que ossifica)Normal
BPresente, sem conexão óssea com a diáfiseAdequado ou displásico
CAusente ou um pequeno ossículoMuito displásico
DAusente, sem acetábuloAusente

Outras classificações úteis: Gillespie e Torode (separa as formas que podem ser alongadas das que exigem adaptação protética) e Paley (orientada ao tratamento de alongamento e reconstrução).

Associações. Hemimelia fibular em cerca de metade dos casos (pé com raios laterais ausentes, equinovalgo), deficiência do LCA, alterações do outro membro em uma parcela.

Tratamento: depende do comprimento previsto.

  • A discrepância é proporcional (o fêmur curto cresce na mesma proporção do normal), o que permite prever a diferença final.
  • Discrepâncias previstas menores e quadril estável: alongamento do fêmur (com reconstrução prévia do quadril e do joelho na técnica de Paley).
  • Discrepâncias muito grandes com quadril instável: tratamento protético, com amputação de Syme ou rotacionoplastia de Van Nes (roda o pé 180° para que o tornozelo funcione como joelho) e artrodese do joelho para criar um segmento único de coxa.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo