Na deficiência focal proximal do fêmur, a coxa apresenta-se em flexão, rotação externa e abdução.
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Conceito-chave
O que é a deficiência femoral focal proximal (DFFP). É uma malformação congênita em que a porção proximal do fêmur não se forma de maneira adequada, durante a fase de formação dos membros (4ª a 8ª semana de gestação). O espectro vai de um fêmur apenas curto com coxa vara até a ausência completa da cabeça, do colo e de parte da diáfise, com acetábulo displásico ou ausente. O termo mais atual é deficiência femoral congênita, que abrange todo o espectro.
A aparência clínica típica. A criança nasce com a coxa muito curta e volumosa, e o pé do lado acometido fica na altura do joelho do outro lado. O quadril assume uma posição característica:
- flexão;
- abdução;
- rotação externa.
Essa postura resulta do encurtamento e da desorganização dos músculos ao redor do quadril (os flexores e os rotadores externos ficam relativamente mais fortes e contraturados), somados à instabilidade ou ausência da articulação. O joelho costuma ter contratura em flexão e frequentemente falta o ligamento cruzado anterior.
A classificação de Aitken (radiográfica, para as formas com ausência proximal):
| Classe | Cabeça femoral | Acetábulo |
|---|---|---|
| A | Presente, depois conecta-se à diáfise (pseudartrose subtrocantérica que ossifica) | Normal |
| B | Presente, sem conexão óssea com a diáfise | Adequado ou displásico |
| C | Ausente ou um pequeno ossículo | Muito displásico |
| D | Ausente, sem acetábulo | Ausente |
Outras classificações úteis: Gillespie e Torode (separa as formas que podem ser alongadas das que exigem adaptação protética) e Paley (orientada ao tratamento de alongamento e reconstrução).
Associações. Hemimelia fibular em cerca de metade dos casos (pé com raios laterais ausentes, equinovalgo), deficiência do LCA, alterações do outro membro em uma parcela.
Tratamento: depende do comprimento previsto.
- A discrepância é proporcional (o fêmur curto cresce na mesma proporção do normal), o que permite prever a diferença final.
- Discrepâncias previstas menores e quadril estável: alongamento do fêmur (com reconstrução prévia do quadril e do joelho na técnica de Paley).
- Discrepâncias muito grandes com quadril instável: tratamento protético, com amputação de Syme ou rotacionoplastia de Van Nes (roda o pé 180° para que o tornozelo funcione como joelho) e artrodese do joelho para criar um segmento único de coxa.
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