Na doença de PERTHES, os seguintes fatores são relacionados ao prognóstico: idade no início do quadro; fechamento prematuro da placa de crescimento; e grau de acometimento da epífise.
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Conceito-chave
O que determina o futuro do quadril no Perthes. A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular da epífise femoral na criança. A cabeça necrosada passa pelas fases de necrose, fragmentação, reossificação e remodelação. O resultado final depende de a cabeça permanecer esférica e contida no acetábulo durante esse processo. Vários fatores influenciam isso.
1. A idade no início. É o fator prognóstico mais importante e mais consistente.
- Antes de 6 anos: a maioria evolui bem, porque há muito tempo de crescimento para remodelar a cabeça e o acetábulo.
- Acima de 8 anos: prognóstico pior, com mais deformidade residual; é nessa faixa que a cirurgia de contenção mostra benefício.
2. O grau de acometimento da epífise. Quanto mais da epífise está necrosada e quanto mais ela colapsa, pior o resultado.
- Catterall: grupos I a IV pela porção da epífise envolvida.
- Herring (pilar lateral): altura do pilar lateral na fase de fragmentação (A, B, B/C e C). É a classificação prognóstica mais usada hoje.
3. A perda de contenção e os sinais de "cabeça em risco". Sinais de Catterall: sinal de Gage (radiotransparência em V na borda lateral), calcificação lateral à epífise, subluxação lateral, horizontalização da fise e cistos metafisários. A extrusão da cabeça para fora do acetábulo piora o prognóstico.
4. O fechamento prematuro da fise. A necrose pode lesar a fise proximal do fêmur, causando parada de crescimento do colo. O resultado:
- colo curto e largo (coxa magna, coxa breva);
- supercrescimento relativo do trocânter maior, com marcha de Trendelenburg;
- cabeça mais achatada e incongruente.
Esses efeitos pioram o resultado funcional.
5. A mobilidade do quadril. A perda persistente de abdução indica deformidade e incongruência e é um sinal de alerta.
O resultado final é medido pela classificação de Stulberg na maturidade, conforme a esfericidade da cabeça e a congruência com o acetábulo: classes I e II têm bom prognóstico de longo prazo; IV e V evoluem para artrose precoce.
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