A osteotomia de SALTER na displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) não muda a configuração e a capacidade do acetábulo.
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Conceito-chave
Duas famílias de osteotomias pélvicas na DDQ. Quando o acetábulo continua displásico após a redução do quadril, a correção cirúrgica pode seguir duas lógicas.
| Tipo | Como age | Exemplos |
|---|---|---|
| Redirecionamento | Roda o acetábulo inteiro, sem mudar sua forma | Salter, tripla (Steel, Tönnis), periacetabular (Ganz) |
| Remodelação (acetabuloplastia) | Dobra o teto, mudando a forma e diminuindo o volume | Pemberton, Dega |
| De salvamento | Aumenta a cobertura com tecido que não é cartilagem articular | Chiari, prateleira (shelf) |
Como é a osteotomia de Salter. É uma osteotomia completa e transversal do ilíaco, da incisura isquiática maior até a espinha ilíaca anteroinferior. O fragmento distal, que contém o acetábulo inteiro, é rodado para frente e para fora, usando a sínfise púbica como dobradiça, e um enxerto triangular da crista ilíaca mantém a abertura, fixado com fios.
O que ela muda e o que não muda.
- Muda a orientação: aumenta a cobertura anterior e lateral da cabeça.
- Não muda a forma nem a capacidade do acetábulo: a cavidade é a mesma, apenas apontada em outra direção.
- Por isso, exige um acetábulo de tamanho compatível com a cabeça e uma redução concêntrica prévia.
Requisitos. Idade de cerca de 18 meses a 6 anos (a sínfise precisa ser flexível), quadril reduzido concentricamente, boa mobilidade e índice acetabular não excessivo (a correção máxima é de cerca de 10 a 15°).
Comparação com Pemberton. A osteotomia de Pemberton é incompleta, pericapsular, dobrando o teto sobre a cartilagem trirradiada. Ela reduz o volume do acetábulo e corrige índices maiores, sendo útil em acetábulos grandes e rasos.
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