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Questão de Epifisiólise proximal do fêmur (TARO 2006)

Ortopedia pediátricaEpifisiólise proximal do fêmurTARO 2006

Na epifisiólise proximal do fêmur, a fixação profilática contralateral é indicada principalmente em pacientes com alteração endócrina ou metabólica.

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Conceito-chave

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF). É o escorregamento da metáfise femoral em relação à epífise através da fise enfraquecida, com a epífise ficando para trás e para baixo em relação ao colo. Ocorre no adolescente durante o estirão de crescimento (meninos de 12 a 15 anos, meninas de 10 a 13), com fortes associações à obesidade. As forças de cisalhamento sobre uma fise mais vertical e enfraquecida pelo crescimento e pelos hormônios causam o escorregamento.

O problema do outro lado. A EPF é bilateral em cerca de 20 a 40% dos casos (até 60% em séries com seguimento longo), e o escorregamento contralateral costuma ocorrer nos 18 meses seguintes ao primeiro. Um escorregamento contralateral que surge sem vigilância pode ser grave e instável.

A fixação profilática contralateral. Consiste em fixar com um parafuso o quadril normal junto com o quadril escorregado. É controversa: traz o risco das complicações do parafuso, mas evita o escorregamento do outro lado. É indicada principalmente quando o risco de escorregamento contralateral é alto:

Fator de alto riscoPor quê
Doenças endócrinas ou metabólicasHipotireoidismo, deficiência de hormônio de crescimento (inclusive em uso de GH), hipogonadismo, osteodistrofia renal, radioterapia prévia: a fise fica muito vulnerável e o risco bilateral é muito alto
Idade jovem (menos de 10 anos em meninas, 12 em meninos)Muito crescimento restante, fise aberta por mais tempo
Fise muito aberta, Oxford baixo (idade óssea imatura)Mais tempo de risco
Ângulo de inclinação posterior aumentado no lado normalGeometria desfavorável
Dificuldade de acompanhamentoRisco de não perceber o escorregamento

A doença endócrina ou metabólica é a indicação clássica. Em pacientes com EPF associada a distúrbio endócrino (sobretudo hipotireoidismo e uso de hormônio de crescimento) ou à osteodistrofia renal, o acometimento bilateral é muito frequente, e a fixação profilática é praticamente consensual. Em crianças com EPF "atípica" (abaixo de 10 anos ou com peso baixo), deve-se investigar uma causa endócrina.

O tratamento do lado escorregado. Fixação in situ com um parafuso canulado central na epífise, sem tentar reduzir (a redução aumenta o risco de necrose), nos escorregamentos estáveis.

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